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Nove empresas aceites para a construção da Refinaria do Soyo

Um total de nove das 31 empresas que submeteram as suas propostas para a construção da Refinaria do Soyo, na província do Zaire, foram aceites, prevendo-se que depois do anúncio do vencedor a obra fique pronta em quatro anos.

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De acordo com o anúncio, foram seleccionadas as empresas e consórcios SDRC, Jiangsu Sinochem Construction, Co, Quantem Consortium, CMEC, AIDA E VSF, Tobaka Investiment Group, Atis Nebest - Angola, Satarem, Gemcorp Capital e CPP.

Em declarações à imprensa, o secretário de Estado dos Petróleos, José Barroso, disse que possivelmente o anúncio do vencedor do concurso acontece em Abril deste ano, se cumpridas todas as etapas de avaliação e administrativas, próprias de um processo desta natureza.

José Barroso frisou que o objectivo do Governo é que haja uma refinaria cem por cento privada, com capacidade de processar cerca de 100 mil barris por dia.

"Pelos dados que vimos, iniciais, das folhas de apresentação de propostas, pensamos que poderemos ter a refinaria pronta em três a quatro anos após o anúncio do vencedor", frisou.

Ao início, informou o coordenador do concurso, Guiomaro Correia, 31 empresas manifestaram o seu interesse em participar no concurso, das quais apenas 15 submeteram a sua documentação.

"Dessas 15, nove empresas submeteram as suas propostas, as quais aqui apresentamos, que foram aceites pela comissão", frisou.

O concurso foi lançado em 24 de Outubro e a calendarização inicial previa o anúncio do vencedor do concurso em 31 de Março.

A refinaria vai ter uma capacidade de processamento até 100 mil barris de petróleo bruto por dia e junta-se a outros três projectos - a construção das refinarias de Cabinda e Lobito e a requalificação da unidade de Luanda - com o objectivo de triplicar a produção de combustível, e cobrir a procura interna anual e dos próximos dez a 20 anos.