País gastou 1,5 mil milhões para importar produtos da cesta básica entre 2016 e 2017

Angola desembolsou cerca de 1,5 mil milhões de dólares entre 2016 e 2017 para importação de bens da cesta básica, montante que não inclui custos de transporte e seguros, anunciou fonte governamental.
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O dado foi avançado pelo ministro de Estado do Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes Júnior, na abertura do ciclo de palestras sobre Medidas de Apoio ao Aumento da Produção Nacional.

O governante referiu que, em 2016, o arroz, farinha de milho e de trigo, açúcar, óleo alimentar e óleo de palma constituíam 60 por cento das importações de produtos da cesta básica, tendo no ano seguinte aumentado para 67 por cento.

Relativamente à importação de frango, Manuel Nunes Júnior avançou que em 2016 foram importadas 850 mil toneladas deste produto alimentar, que custaram 450 milhões de dólares. Já em 2017, a importação da carne de frango baixou para as 326 mil toneladas, ao custo de 387 milhões de dólares.

Na sua intervenção, Manuel Nunes Júnior considerou um imperativo a diminuição das importações de produtos da cesta básica, salientando que o executivo conta com o Programa de Apoio à Produção Nacional, Diversificação das Exportações e Substituição de Importações (PRODESI) como o ponto de viragem para o aumento da produção nacional e autossuficiência do país em bens alimentares. 

"Numa primeira fase, teremos que ser autossuficientes no que respeita à produção alimentar. Temos que deixar de importar alimentos de amplo consumo popular, que produzimos a nível doméstico", disse o ministro de Estado para o Desenvolvimento Económico e Social.

No encontro, dirigido a empresários e associações ligadas ao assunto, Manuel Nunes Júnior apontou também a necessidade de se criar um quadro que permita a proteção da produção nacional, sendo prioridade total nas grandes compras públicas de bens, sobretudo os órgãos de defesa e segurança produtos nacionais.

"Sempre que houver produção nacional nas quantidades requeridas por estes órgãos, as compras devem recair para a produção nacional e não sobre os produtos importados. Esta medida contribuirá de modo significativo para a dinamização da produção, tendo em conta o peso das compras do Estado. Este princípio deverá ser seguido para todas as compras do Estado", frisou.

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