PR justifica nomeações de Moco e Lopo por serem “referência” no país

O Presidente da República João Lourenço justificou esta Sexta-feira a nomeação dos ex-primeiros-ministros Lopo do Nascimento e Marcolino Moco para administradores da Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol) por serem uma "referência" no país.
Francisco Bernardo:
    Francisco Bernardo

A posição foi assumida pelo chefe de Estado no Palácio Presidencial, em Luanda, durante a cerimónia de posse dos ex-políticos como administradores não executivos da Sonangol, liderada desde Novembro por Carlos Saturnino.

Na ocasião, o chefe de Estado classificou ambos como "figuras de destaque da vida política angolana", justificando com isso a nomeação que fez na Quarta-feira.

"Figuras que desempenharam as mais altas funções no aparelho do Estado, são por isso uma referência na sociedade angolana e, a exemplo do que se faz também em outros países, não pretendemos desperdiçar a experiência que têm, a reputação que têm, para continuarem a servir o país noutras áreas, fora da política", afirmou João Lourenço.

Em declarações aos jornalistas no final da cerimónia, Marcolino Moco, que regressa desta forma à vida pública após o afastamento e após anos de contestação ao regime de José Eduardo dos Santos, assumiu que será um "conselheiro" da administração da petrolífera estatal.

"A primeira coisa que eu vou querer saber do presidente da Sonangol é porque é que temos esta crise de distribuição do combustível, particularmente no interior do país", afirmou Moco, referindo-se aos sucessivos casos conhecidos publicamente de postos de combustíveis sem gasolina ou gasóleo.

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