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Empresário angolano Segunda Amões morre aos 51 anos

O empresário Segunda Amões, criador de projectos sociais, morreu hoje aos 51 anos por doença, na África do Sul, informaram fontes familiares.

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Natural da aldeia da Camela, província do Huambo, onde deixou um dos seus mais promissores projectos, o empresário e presidente do Conselho de Administração do grupo ASAS era formado em Geologia de Petróleos na ex-URSS, com bacharelato em Direito e especializações em Gestão e Economia.

Segunda Amões, irmão do falecido empresário angolano Valentim Amões, foi o criador do projecto "Aldeia Camela Amões", que tinha previsto estender para as províncias de Benguela e Moxico.

O Projecto Integrado Aldeia Camões, localizado no município de Cachiungo, província do Huambo, foi desenvolvido pelo grupo ASAS, e integra um centro de saúde, energia solar, casas sociais, e uma zona industrial para albergar fábricas de bicicletas, óleo de soja, água mineral e massa de tomate.

Em Outubro deste ano, o empresário anunciou o projecto de construção de uma fábrica de enchidos, na Aldeia Camela Amões, para a produção de chouriço caseiro e carne suína, que deveria ter arrancado em Março, mas devido à pandemia foi atrasado, prevendo desenvolver-se em paralelo com a actividade de piscicultura, outra das apostas.

Em declarações à Televisão Pública de Angola, Anastácio Gonçalves, familiar do empresário, disse que o momento é de consternação para a família, funcionários e colaboradores, realçando que o projecto ajudou várias famílias.

Segundo Anastácio Gonçalves, o empresário começou a sentir-se mal em Novembro, foi retirado da aldeia para a cidade do Huambo e posteriormente para a África do Sul, onde veio a falecer.

De acordo com o administrador do projecto, Armando Cachitoto, a primeira fase do mesmo teve início em 2014 e iria até 2025, estando a segunda fase prevista arrancar em 2025 até 2035, numa dimensão de 40 mil hectares.

"É lastimável, mas tem-se dito que partem os homens e prevalecem os feitos, estamos aqui lado a lado com a família para tentar levar para frente aquilo que resta", referiu.