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Banca e Seguros

BAI financia 26 projectos em 10 províncias no âmbito do PAC

O Banco Angolano de Investimentos (BAI) está a financiar 26 projectos enquadrados no Projecto de Apoio ao Crédito (PAC), sendo 14 ligados à indústria transformadora, cinco ao sector agrícola, cinco às pescas e dois ligados ao sector avícola.

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As províncias de Luanda e Benguela agregam 57,6 por cento dos projectos ligados à agricultura, indústria transformadora e avicultura, refere um comunicado disponibilizado pelo Governo.

A indústria transformadora comporta o maior peso da carteira de financiamentos, cerca de 53,8 por cento, com projectos diversificados pelas províncias do Huambo, Malanje, Uíge, Zaire, Cuanza Sul, Cabinda, Huíla, Namibe, Benguela e Luanda.

No âmbito do Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI), o BAI disponibilizou uma linha de financiamento de 66 mil milhões de kwanzas durante o período de 2019 e 2020.

Deste montante, já foram utilizados 73,3 por cento, no mesmo período, o que corresponde a um total de 48,4 mil milhões de kwanzas, para financiamentos de projectos da cadeia de produção intra e intersectorial dos bens e serviços prioritários, ao abrigo do PAC.

Ainda no exercício corrente, o BAI aprovou já um pacote global de 26 mil milhões de kwanzas, dos quais já se encontram desembolsados seis projectos num montante de 11 mil milhões de kwanzas, estando outras em fase de formalização e desembolso.

Crédito para 2021

O banco prevê disponibilizar uma linha de crédito de 73 mil milhões de kwanzas no próximo ano, tendo em consideração os pacotes efectuados nos anos anteriores no quadro do Projecto de Apoio ao Crédito, incluindo os 66 mil milhões de kwanzas disponibilizados no ano corrente.

Para a concepção de crédito, o BAI tem encontrado constrangimentos ligados à qualidade técnica dos projectos apresentados à banca, ausência de estudos de mercado e estratégias de distribuição, que garantam a sustentabilidade do negócio.

O banco nota igualmente fraca capacidade de partilha dos riscos por parte dos empresários, pois, a maior parte não aceita ou não tem condições de comparticipar nos projectos com capitais próprios, e inexistência de garantias para a cobertura de risco de crédito, como a propriedade da terra.