Taxa de juro mantém-se nos 15,5 por cento

O Comité de Política Monetária do Banco Nacional de Angola (CPM) decidiu manter a taxa de juro de referência nos 15,5 por cento, depois de analisar o comportamento dos últimos indicadores económicos, nomeadamente preços e evolução do mercado cambial.
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A decisão foi comunicada em conferência de imprensa pelo governador, José de Lima Massano, após a reunião, que decorreu em Luanda.

Os coeficientes de reservas obrigatórias para moeda nacional e estrangeira, mantêm-se nos 22 por cento e 15 por cento, respectivamente, e foi também decidido manter as taxas de juro das facilidades permanentes de absorção de liquidez, com maturidades 'overnight' e sete dias em 0 e 10 por cento, respectivamente.

 “O CPM constatou que o processo da desinflação da economia continua o seu curso, não obstante a implementação do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) e a liberalização da taxa de câmbio, ocorridas em Outubro de 2019”, referiu.

Em Outubro, a inflação apresentou uma variação mensal de 1,38 por cento, ligeiramente abaixo da registada no mês anterior (1,45 por cento) e uma variação homóloga de 16,08 por cento, igual à observada no período anterior (16,08 por cento), sendo a classe de alimentação e bebidas não alcoólicas o principal fator de pressão sobre os preços na economia.

Por sua vez, a variação mensal do Índice de Preços Grossista (IPG) fixou-se em 1,58 por cento, ficando ligeiramente acima da variação verificada no mês anterior (1,51 por cento), enquanto a homóloga se situou em 18,10 por cento, superior à registada no mês anterior (17,76 por cento).

A variação do IPG dos produtos nacionais continua acima da variação dos produtos importados, cenário que se observa desde meados de 2018, destacou o CPM.

Lima Massano apresentou ainda um conjunto de indicadores relativos às reservas bancárias em moeda nacional, depósitos e créditos, entre outros, que justificam a manutenção de uma política monetária “restritiva”, promovendo “uma gestão mais fina da liquidez no sistema, com recurso a Operações de Mercado Aberto” para manter um curso de maior estabilidade de preços e a consolidação do regime de taxa de câmbio flutuante.

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