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Política

Presidente francês visita Angola em Julho. Encontro marca nova etapa nas relações bilaterais

O Presidente de França, François Hollande, visita a capital angolana a 02 e 03 de Julho, informou a embaixada francesa em Luanda, retribuindo a viagem de José Eduardo dos Santos a Paris em 2014.

Chesnot:

Esta visita, cujo programa oficial ainda não é conhecido, surge na sequência a reaproximação entre os dois países, que culminou em Dezembro passado com a assinatura de acordos para o reforço da cooperação bilateral, de parceria económica e facilitação de vistos nos passaportes ordinários.

As deslocações dos dois chefes de Estado às respectivas capitais - Eduardo dos Santos esteve em Abril de 2014 em Paris e Hollande visita Luanda em Julho - marca uma nova etapa nas relações entre Paris e Luanda, uma década depois do escândalo do "Angolagate", o nome dado ao processo sobre o alegado tráfico de armas da Europa de Leste para Angola, entre 1993 e 2000.

A França foi em 2014 o nono destino das exportações nacionais, com 191.108 milhões de kwanzas, e o oitavo país das importações de Angola, num total de 113.480 milhões de kwanzas.

A 29 de Abril, no final da visita de dois dias a Paris, num encontro com meia centena de empresários franceses, José Eduardo dos Santos lançou um convite ao investimento em Angola, para "diversificar e industrializar a economia angolana e combater as assimetrias regionais, o desemprego e a baixa qualificação técnica e profissional".

"A França é um dos países mais desenvolvidos do planeta e tem laços históricos com África. Neste contexto, Angola pretende alargar a cooperação com a França", disse, na ocasião, o Presidente angolano.

Também na mesma altura, os presidentes francês e angolano decidiram relançar parcerias para diversificar a economia angolana e no âmbito da segurança marítima.

Segundo números de Paris, cerca de 25 mil franceses trabalham actualmente em Angola.

A França é o terceiro maior investidor em Angola, tendo investido nos últimos dez anos mais de dez mil milhões de dólares, sobretudo no sector dos petróleos.