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Sonangol aprova revisão das políticas anti-corrupção para “proteger e melhorar a reputação da empresa”

A Sonangol deu luz verde às revisões feitas às suas políticas anti-corrupção e anti-suborno. Além disso, a petrolífera também decidiu aderir à Trace International – uma associação comercial sem fins lucrativos que pretende ajudar as empresas através da apresentação de soluções contra subornos e corrupção – com o objectivo de “proteger e ajudar a melhorar a reputação da empresa”.

: Lusa
Lusa  

"A revisão destas políticas enquadra-se no princípio geral que norteia o Conselho de Administração da Sonangol E.P. no que respeita à cultura da empresa e ao objectivo de tornar a Sonangol E.P., uma empresa com índices de transparência ao nível das melhores práticas mundiais", revelou o presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Sebastião Martins, em comunicado citado pelo Jornal Económico.

A nota avança ainda que com o objectivo de "garantir resultados imediatos de bom governo da sociedade, conforme é propósito do projecto de regeneração da Sonangol E.P., em curso, a área de Compliance da empresa tem agora o nível de Direcção tendo como responsabilidade assegurar, tanto a nível corporativo como das Unidades de Negócio, a implementação do Programa de Conformidade, que visa fortalecer a cultura organizacional, alavancar os negócios, proteger e ajudar a melhorar a reputação da empresa".

Além da actualização das políticas anti-corrupção e suborno, a petrolífera reviu também as políticas 'anti-fraude', 'conflitos de interesses', 'brindes e ofertas' e 'não retaliação', que fazem parte da conduta ética corporativa, que estabelece os princípios e deveres pelos quais os seus colaboradores se devem reger.

A Sonangol tem visto o seu nome envolvido em alguns casos polémicos, o que tem manchado a sua reputação. No caso 'Luanda Leak's o nome da petrolífera surge associado a Isabel dos Santos, que terá feito uma transferência de cerca de 115 milhões de dólares de fundos públicos para o Dubai enquanto ocupava o cargo de presidente do Conselho de Administração da Sonangol.

Recentemente, o nome da petrolífera foi associado ao caso da empresa de Manuel Vicente, ex-vice-presidente, que terá lucrado três mil milhões de dólares com a transacção de dois blocos petrolíferos que tinham sido cedidos a custo zero pela Sonangol.

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