Angola inverte quebras e aumenta produção petrolífera em Outubro

A produção petrolífera nacional inverteu as quebras e aumentou fortemente em Outubro, equivalente a 69.800 barris diários, reaproximando-se da líder Nigéria no topo dos produtores africanos, mas ‘furando' o limite acordado com a OPEP.
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De acordo com dados do último relatório mensal da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP), compilados pela Lusa, Angola atingiu em Outubro uma produção diária média de 1,711 milhões de barris de crude, com dados baseados em fontes secundárias.

Com este registo, em volume produzido, Angola continua atrás da Nigéria, país que no entanto viu a sua produção diminuir em 54.400 barris diários de Setembro para Outubro, recuando para a média de 1,738 milhões de barris por dia, de acordo com os mesmos dados da OPEP.

Durante praticamente todo o ano de 2016 – e até Maio último – Angola liderou a produção de petróleo em África.

A produção na Nigéria foi condicionada entre 2015 e 2016 por ataques terroristas, grupos armados e instabilidade política interna.

O acordo entre os países produtores de petróleo, para reduzir a produção e fazer aumentar o preço do barril, obrigou Angola a cortar 78.000 barris de crude por dia com efeitos desde 1 de Janeiro de 2017, para um limite de 1,673 milhões de barris diários. Um acordo, entretanto prolongado até Março de 2018, que Angola terá ‘furado' em Outubro.

O relatório da OPEP refere que em termos de "comunicações directas" à organização, Angola terá produzido 1,601 milhões de barris de petróleo por dia em Outubro, enquanto a Nigéria chegou aos 1,663 milhões de barris.

O documento acrescenta igualmente informação sobre as compras de petróleo pela China, neste caso no mês de Setembro, com Angola a manter-se entre os principais fornecedores, com uma quota de 13 por cento, atrás da Rússia (17 por cento) e à frente da Arábia Saudita (12 por cento).

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