Maior museu de Angola reabre em Luanda após obras de restauro

O Museu Nacional de História Natural de Angola, transferido para as actuais instalações, no centro de Luanda, em 1956, reabre portas na Sexta-feira, após vários meses de obras de "restauro e apetrecho", anunciou o Ministério da Cultura.
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De acordo com informação daquele ministério à Lusa, a reabertura ao público do museu insere-se nas comemorações dos 41 anos da independência (11 de Novembro), contando o edifício, de três andares, com um arquivo do tempo colonial português, período durante o qual foi construído de raiz para o efeito.

O museu, o maior de Angola, foi encerrado temporariamente por despacho do Ministério da Cultura de 26 de Maio de 2014, "para efeitos de reabilitação".

Criado inicialmente como Museu de Angola, em 1938, e instalado na Fortaleza de São Miguel de Luanda, contava então com secções de etnografia, história, zoologia, botânica, geologia, economia e arte.

O Ministério da Cultura garante que a reabertura do museu "permitirá enriquecer e elevar o conhecimento a nível cultural e satisfazer a necessidade do público no domínio das ciências da natureza e biodiversidade".

Incluirá actividades científicas e educativas baseadas no próprio acervo, constituído por colecções de geologia, de estudo dos moluscos, peixes aves, fosseis, insectos, anfíbios e répteis, e dos mamíferos, prevendo visitas de estudantes.

O museu está decorado e ambientado de forma a reproduzir o habitat das espécies nacionais com destaque para a palanca negra gigante, espécie que apenas vive no nosso país, com cerca de uma centena de exemplares, e por isso em risco de extinção.

O espólio do museu inclui colecções de moluscos, de borboletas e de conchas, estas últimas como representação do período em que eram usadas como moeda na costa ocidental africana.

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