Ver Angola

Política

Samakuva pede a João Lourenço para dialogar com a direcção da UNITA

O ex-líder da UNITA, Isaías Samakuva, pediu esta Segunda-feira ao Presidente da República que dialogue com a direção do seu partido, com o objectivo de ultrapassar várias situações, nomeadamente a realização das eleições autárquicas.

:

Isaías Samakuva falava à imprensa no final de uma audiência concedida pelo chefe de Estado , dominada pelos últimos acontecimentos de Sábado, dia em que a polícia frustrou a tentativa de manifestação de um grupo de jovens da sociedade civil e que contou com o apoio de dirigentes da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA).

"Mais uma vez nesses casos, as portas para se dialogar deviam estar abertas. Pedi ao Presidente da República que procurasse contactar a direcção da UNITA directamente, é importante que se esclareçam algumas situações", disse Isaías Samakuva.

O antigo líder da segunda força política do país pediu também que "aqueles que estão na cadeia sejam libertos".

Na sequência do confronto entre os manifestantes e a polícia, foram detidas 103 pessoas, incluindo dirigentes da UNITA, que esta Segunda-feira foram presentes a julgamento no Tribunal Provincial de Luanda, Dona Ana Joaquina, acusados pelo Governo de terem cometido actos de arruaça e desobediência.

Segundo o secretário de Estado do Ministério do Interior para o Asseguramento Técnico, Salvador Rodrigues, a manifestação resultou, além das detenções, em seis polícias feridos e a destruição de vários meios da polícia. O governante lamentou igualmente os actos de fogo-posto dos manifestantes.

Para Isaías Samakuva, a libertação dos detidos "vai contribuir para uma maior abertura de diálogo".

O político reforçou que só o diálogo pode trazer "a compreensão entre os angolanos, que pode ajudar a ultrapassar várias situações".

"Que vão até ao ponto de, diria, evitar que aquelas questões que parecem ser polémicas, como a questão das autarquias, por exemplo, sejam entendidas por toda a gente. Todas as pessoas saibam de facto o que é que se pretende fazer", considerou.