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Reformas no país causam dor mas são inadiáveis, admite governador do BNA

O governador do Banco Nacional de Angola (BNA) admitiu esta Sexta-feira que as reformas em curso no país podem causar "dor e pressão às famílias", mas defendeu que a alteração da estrutura da economia nacional é "inadiável".

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"Angola vinha de um período de crise, com a economia a cair nos últimos quatro anos e com um programa de reformas que é agressivo para os nossos padrões, estamos a fazer uma alteração profunda à estrutura da nossa economia", disse José de Lima Massano durante a sua intervenção nos XXX Encontros de Lisboa entre os governadores dos países de língua portuguesa, que decorre em formato virtual esta Sexta-feira.

"No curto prazo, as reformas causam alguma dor e pressão às famílias, mas são inadiáveis, no geral, o que devemos concluir neste exercício é que teremos uma economia mais inclusiva, sustentável e isso ajudará a eliminar as desigualdades que fomos construindo ao longo dos anos, é um quadro de verdadeira alteração de oportunidades", acrescentou o banqueiro central.

Para José de Lima Massano, as reformas lançadas nos últimos três anos, desde que João Lourenço tomou posse como Presidente da República de Angola, já estão a dar resultados visíveis.

"Importamos menos bens de consumo, temos mais produção nacional a acontecer, temos um olhar diferente para o país, há portanto notas positivas, houve uma inversão de sensibilidades", concluiu o banqueiro na parte da intervenção aberta à comunicação social, a que se segue uma discussão entre os governadores, à porta fechada.

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