Partilhando o meu juízo

Empresas e as redes sociais


Empresas e as redes sociais

Valdemar Vieira Dias

Engenheiro Informático e Técnico de Marketing e Comunicação

Hoje muitas companhias angolanas vão percebendo a necessidade de estarem na web, umas apenas com presença (com pequenos sites informando “quem somos”, “serviços e produtos” e “contactos”, essencialmente) e outras com muito mais (com funcionalidades de captação de dados como cadastramentos, venda online, etc.).
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Mais ainda assim, julgo que o número não é satisfatório. E quando falamos em presença a nível das redes sociais… aí é aonde reside a grande “maka”. Infelizmente estes canais digitais ainda são o calcanhar de Aquiles das nossas empresas angolanas.

A dificuldade habita no facto de algumas delas não terem um budget para implementarem e manterem os canais, outras por serem de menor dimensão pensam ser indispensável e ainda outras cujo seus gestores do topo pensam não ser necessário devido a alguma indolência da parte destes.

Outro receio que se constata é a nível da reputação, ou seja quando ocorrem falácias que podem manchar o bom nome das organizações, despoletando assim pequenas ou grandes crises. Daí ser bastante urgente as empresas apostarem nos planos de comunicação de crise.

Entretanto, estes falatórios também podem ajudá-los na melhoria dos seus processos de trabalho, produtos e serviços, dentre outros aspectos. 

Nem tudo é mau. E porquê? Porque existem aquelas empresas que estão bem presentes na web (com sites bastante informativos, dinâmicos e funcionais) bem como nas redes socias. Estas companhias normalmente já são (ou não) de maior dimensão e possuem uma área de Marketing com técnicos dedicados na gestão destes canais. Outras por não terem estrutura (área e pessoal) preferem passar esta responsabilidade para as agências de marketing e comunicação. 

Mas não basta, apenas, contratar agências, mas também estar presente com a mão na “massa”, desempenhando o seu papel na sua comunicação corporativa. O relacionamento com clientes é da total responsabilidade das companhias.

Dizem alguns experts na matéria que o conteúdo é a moeda de troca da Internet. Logo, o sucesso das organizações nos canais digitais depende do conteúdo e do planeamento. Os consumidores precisam de conteúdos que agreguem mais valor como informações úteis de produtos e serviços, manuais de instruções, vídeos de depoimentos de clientes satisfeitos com a aquisição de determinado produto ou serviço, ou seja, conteúdos que satisfaçam as suas verdadeiras necessidades. Mais do que promover reputação, produtos e serviços, as organizações precisam de conhecer os seus clientes, os seus sonhos e resolver os seus problemas proporcionando assim boas experiências. Isto sim, é que os fideliza. 

Segundo Claus Moller “custa cinco vezes mais caro conquistar um novo cliente do que manter um cliente existente”.

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