Governo lança “Operação Resgate” para combater criminalidade e imigração ilegal

A polícia anunciou a realização, a partir de Novembro, de uma "ampla operação" de "combate à imigração ilegal, criminalidade, venda desordenada e insalubridade públicas" em todo país, envolvendo todas as forças do Ministério do Interior.
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A informação foi transmitida hoje pelo director do gabinete de comunicação institucional e imprensa do Comando Geral da Polícia Nacional de Angola, Orlando Bernardo, adiantando que a "Operação Resgate" visa, sobretudo, "repor a autoridade do Estado" em todo o país.

Em declarações aos jornalistas, o oficial superior da polícia referiu que a operação, que "vai levar o tempo necessário para repor a autoridade do Estado", tem também como propósito "o resgate da ética e posturas administrativas".

"A operação visará desde a venda desordenada, à ambulante não organizada, às travessias fora das pedonais, venda ilegais de aparelhos de comunicação nas ruas ou mercados e reparação desses equipamentos fora dos locais indicados", entre outros objectivos, explicou.

Orlando Bernardo fez saber que a "Operação Resgate", que se prevê começar a partir do início de Novembro em todo o país, vai mobilizar todos os agentes da sociedade, razão pela qual, observou, o Comando Geral da Polícia "precisa de comunicar a situação aos cidadãos".

"Precisamos, pois, comunicar aos cidadãos que se preparem e que vão tendo o devido conhecimento para a consequente sensibilização, para que tenham uma postura correcta no exercício da sua actividade", salientou.

"A operação visa repor valores que fomos perdendo ao longo dos tempos. Ela será feita para que não choquemos com a integridade das pessoas, mas é fundamental que elas também colaborem. O grande objectivo inicial é sensibilizar e mobilizar os cidadãos porque a operação vai começar em breve", frisou.

Entre as acções da operação constam ainda o combate à criminalidade e a imigração ilegal, mas o que mais preocupa a polícia, recordou, Orlando Bernardo "é a necessidade de os cidadãos colaborarem".

"A operação vai levar o tempo que for necessário para repor autoridade do Estado, a ética e a postura dos cidadãos em torno dos bens públicos, pois é necessário que a população perceba a intervenção das autoridades em prol do seu bem-estar", concluiu.

Paralelamente, está a decorrer desde 25 de Setembro a "Operação Transparência" em sete províncias designadamente Lunda Norte, Lunda Sul, Moxico, Bié, Malanje, Uíje e Zaire, que visa o combate à imigração ilegal e à exploração indevida de diamantes.

A operação registou já o "repatriamento voluntário" de mais de 380.000 cidadãos estrangeiros, a apreensão de mais de um milhão de dólares, 17.000 quilates de diamantes, 51 armas de fogo e o encerramento de centenas de casas de compra e venda de diamantes e 91 cooperativas.

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