Ministro defende que Zona de Comércio Livre vai beneficiar províncias fronteiriças

O ministro do Comércio afirmou, no Luena, na província do Moxico, que a adesão do nosso país à Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA), em 2019, irá beneficiar economicamente as regiões fronteiriças.
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Joffre Van-Dúnem Júnior, que falava no acto de abertura da primeira edição da Expo-Moxico, referiu, citado pela agência angolana Angop, que a decisão, assim que entrar em vigor, dará oportunidades de negócio "em grande escala" a todos empresários de Angola, sobretudo os das províncias fronteiriças, como as do Cunene, Namibe, Cuando Cubango (todas no sul), Moxico, Lunda Sul, Lunda Norte (leste e centro norte), Malanje, Uíge, Zaire e Cabinda (norte).

O ministro lembrou que o Governo continua a trabalhar com todas as províncias fronteiriças para aproveitar as oportunidades de negócio, exemplificando a realização da Expo Moxico, "um passo para a concretização deste desejo", devido à participação de empresários da Zâmbia e da República Democrática do Congo (RDCongo).

A 02 deste mês, o secretário de Estado do Comércio angolano, Amadeu de Jesus Leitão Nunes, indicou estar também em curso o processo de adesão de Angola à Zona de Comércio Livre da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), que vai concretizar-se de forma gradual até junho 2019, cumprindo-se a meta traçada pelo Governo no quadro da integração regional.

A adesão, acrescentou, constitui uma "janela de oportunidades", face à eliminação de barreiras comerciais tarifárias e não tarifarias, ficando salvaguardado o crescimento de algumas cadeias de valores de produtos onde, comprovadamente, o país oferece vantagens competitivas em relação aos parceiros da região.

A SADC é uma comunidade de 307 milhões habitantes e com um Produto Interno Bruto (PIB) de 707 mil milhões de dólares (604 mil milhões de euros).

A Zona de Livre Comércio da SADC, que Angola e Moçambique já assinaram, tem em vista um projeto mais vasto, alargando-o a nível continental, tal como propôs a União Africana (UA) no início deste ano, e já rubricado por 44 países africanos.

A Zona de Comércio Livre Continental tem potencial para se constituir como o maior mercado do mundo, pois os 55 Estados-membros da UA representam um produto interno bruto (PIB) de 2.500 mil milhões de dólares (2.030 mil milhões de euros).

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