O memorando foi assinado por Arlindo Manuel Carlos, secretário de Estado da Energia, e por Hakan Jevrell, secretário de Estado para o Comércio da Suécia, informou o Ministério das Relações Exteriores, em comunicado a que o VerAngola teve acesso.
Já a Reunião sobre Consultas Políticas Angola-Suécia, realizada na manhã de Terça-feira em Estocolmo, contou com a participação de Esmeralda Mendonça, secretária de Estado para as Relações Exteriores, tendo Hakan Jevrell, secretário de Estado junto do ministro da Cooperação para o Desenvolvimento Internacional e do Comércio Externo do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Suécia, co-presidido a reunião.
"A ocasião serviu para as partes passarem em revista aspectos de natureza bilateral, regional e multilateral, com foco para questões ligadas à situação política e de segurança na região dos Grandes Lagos", lê-se no comunicado.
Já no domínio bilateral, "as partes debruçaram-se sobre o panorama económico, enfatizando os sectores da energia, transporte, agricultura, pescas, educação e turismo, enquanto impulsionadores de parceria económica", bem como também abordaram a importância do Corredor do Lobito.
Na ocasião, Esmeralda Mendonça, citada na nota, augurou "um maior engajamento entre as partes, sobretudo nas questões de desenvolvimento para o Corredor do Lobito, assim como a partilha de conhecimentos no que concerne à gestão e implementação de mecanismos de desenvolvimento comercial, industrial e económico".
Já no que diz respeito ao multilateralismo, foi analisado o estado das relações político-diplomáticas entre Angola e a União Europeia, baseando-se no "princípio da reciprocidade e do respeito mútuo".
Segundo o comunicado, a deslocação de Esmeralda Mendonça à Suécia resulta "da necessidade de actualizar os compromissos existentes entre os dois países, de modos a alavancar o desenvolvimento e o estabelecimento de novas estratégias de cooperação".
"Este encontro de trabalho é símbolo de uma relação frutífera entre os dois países, que data desde os primórdios da independência de Angola, e que tem evoluído cada vez mais a outros patamares de desenvolvimento socioeconómico", refere ainda a tutela.