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Governo e Banco Mundial assinam acordo de financiamento para fazer face à pandemia

O Governo assinou com o Banco Mundial o Acordo de financiamento do Projecto Estratégico e Preparação a Resposta a Covid-19 em Angola, avaliado em 150 milhões de dólares.

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O referido acordo, enquadrado no plano do Governo que visa alcançar a meta de vacinação de mais de 15 milhões da população alvo, foi rubricado pela ministra das Finanças, Vera Daves, e pelo Director regional do Banco Mundial para Angola, Jean Christophe Carret, numa cerimónia realizada esta Quinta-feira no Ministério das Finanças.

Participou também a ministra da Saúde, Silvia Lutucuta, o secretário de estado para as Finanças e Tesouro, Ottoniel dos Santos, bem como quadros seniores dos dois departamentos ministeriais.

De acordo com a ministra das Finanças, o projecto é de extrema importância para o Executivo, uma vez que o aumento da vacinação poderá contribuir para acelerar a flexibilização das medidas de contenção, permitindo uma recuperação mais rápida da actividade económica e restauração dos serviços essenciais de desenvolvimento humano.

"Temos importantes projectos em curso, tivemos este ano, bastantes cerimónias de assinatura de acordos de financiamento, e agradecemos particularmente, que não obstante uma agenda carregada de todas as partes envolvidas, foi possível num tempo considerado recorde conseguirmo-nos organizar para estarmos hoje aqui a assinar este acordo de financiamento. Certamente o mesmo engajamento, o mesmo compromisso, a mesma velocidade imprimiremos para que os primeiros desembolsos aconteçam, procurando sempre as melhores soluções possíveis para que no final do dia este financiamento de 150 milhões de dólares nos ajude, de facto, neste combate a disseminação da covid-19, no caso, com um grande foco na vacinação", afirmou Vera Daves, em comunicado do Ministério das Finanças a que o VerAngola teve acesso.

A ministra enalteceu a parceria existente entre Angola e o Banco Mundial, que caracterizou como benéfica para os angolanos. "É uma grande honra e um grande privilégio esta parceria que existe entre o Governo de Angola e o Banco Mundial que se tem traduzido em importantes conquistas para domínios considerados estratégicos para o nosso desenvolvimento económico e social".

A Ministra da Saúde, advogou, por sua vez, que o Projecto Estratégico e Preparação a Resposta a Covid-19 irá reforçar a capacidade e o desempenho do sistema nacional de saúde, com melhorias no sector a favor da população e o seu envolvimento no processo de desenvolvimento económico e social.

"Não seria possível chegarmos até aqui sem o apoio do Ministério das Finanças, Ministério da Saúde e do Banco Mundial que trabalharam de forma integrada, perceberam a necessidade que o país tem e a importância da imunização para salvar vidas, tendo em conta que a vacina é segura, gratuita e que salva vidas", afirmou a titular da pasta da Saúde.

Prosseguiu dizendo que o Governo reconhece que por esta altura é um grande desafio o acesso às vacinas, mas afirmou que Angola não tem estado a cruzar os braços. "Nós temos a nossa comissão multissectorial que do ponto de vista operacional, o Ministério da Saúde e das Finanças são parte integrante e temos definida a estratégia de combate à covid-19", reiterou.

Nas breves notas apresentadas durante a cerimónia, o director do Banco Mundial para Angola, Jean Christophe Carret, manifestou-se satisfeito com a assinatura do referido acordo. "Sinto-me honrado em assinar com a senhora ministra das Finanças o contrato para este importante projecto de 150 milhões, dos quais 80 por cento do valor será empregue para a aquisição de vacinas. Os restantes 20 por cento serão usados para o reforço de cadeia de frio para a conservação de vacinas, resposta a Covid e gestão do projecto", esclareceu.

Segundo Jean Christophe Carret, a aquisição das vacinas será feita através de vários mecanismos, nomeadamente a Covax/Gavi, existindo já acordos de partilhas de custos assinados para a aquisição de vacinas da Moderna e Sinopharm, e para aquisição de cerca de 5 milhões da vacina da Johnson&Johnson).

Até à data de hoje, foram administradas no país 2.621,221 vacinas, o que representa cerca de 28 por cento da população.

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