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Economia

Remessas dos emigrantes portugueses em Angola descem 13,1 por cento em Julho

As remessas dos emigrantes portugueses em Angola caíram 13,1 por cento em Julho, para 30 milhões de euros, enquanto os angolanos a trabalhar em Portugal enviaram 880 mil euros, representando uma subida de quase 45 por cento, segundo dados oficiais.

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De acordo com os mais recentes dados do Banco de Portugal, consultados esta Quarta-feira pela Lusa, os portugueses a trabalhar em Angola enviaram 30,03 milhões de euros, uma descida face aos 34,5 por cento enviados em Julho do ano passado, e também abaixo dos 33,7 milhões enviados em Julho de 2019.

Pelo contrário, os angolanos a trabalhar em Portugal enviaram 880 mil euros, o que representa uma subida de 44,2 por cento face aos 610 mil euros enviados em Julho do ano passado.

Como é costume, os valores de Angola representam a quase totalidade das remessas dos portugueses nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

Assim, os emigrantes nos PALOP enviaram 30,7 milhões de euros, o que representa uma descida de 12,7 por cento face aos 35,2 milhões enviados em Julho do ano passado.

Em sentido inverso, os africanos lusófonos a trabalhar em Portugal enviaram 3 milhões de euros em Julho, o que representa uma descida de 5,3 por cento face aos 3,2 milhões enviados em Julho de 2020, em plena pandemia.

A nível global, as remessas dos portugueses a trabalhar no estrangeiro subiram 6,4 por cento em Julho, para 366,8 milhões de euros, ao passo que os imigrantes em Portugal enviaram 43,3 milhões, menos 2 por cento que no período homólogo de 2020.

Os portugueses a trabalhar no estrangeiro enviaram 366,8 milhões de euros em Julho, o que representa uma subida de 6,4 face aos 344,7 milhões de euros enviados em Julho do ano passado.

Ainda assim, o valor está abaixo do registado em Julho de 2019, antes da pandemia, mês em que o valor das remessas ficou acima de 370 milhões de euros.