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Economia

FMI: Angola terá de recorrer a todos os meios para garantir financiamento

O Fundo Monetário Internacional (FMI) avisou que as necessidades de financiamento de Angola serão "significativas" e que as autoridades vão ter de recorrer a levantamento de depósitos bancários e do fundo soberano e apoio internacional, entre outras medidas.

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"Devido à quebra nas receitas, as necessidades brutas de financiamento serão significativas em 2020, mas deverão gradualmente reduzir-se para níveis mais geríveis a médio prazo", lê-se na análise detalhada da aprovação da terceira revisão ao programa de financiamento do FMI a Angola.

"Para cumprir as necessidades de financiamento que aumentaram devido à covid-19, à recapitalização dos bancos, ao pagamento de dívidas atrasadas e a investimentos críticos, [o Governo vai recorrer] a financiamento excecional proveniente da Iniciativa de Suspensão do Serviço da Dívida do G20, reestruturação da dívida aos maiores credores, apoio orçamento de organizações multilaterais, incluindo o aumento do empréstimo do FMI, privatizações, desembolsos de linhas de crédito existentes dentro dos limites do programa, levantamento de depósitos governamentais e venda de activos financeiros do Fundo Soberano", elencam os analistas.

A pandemia de covid-19, juntamente com a descida dos preços do petróleo e a redução da procura internacional "gerou necessidades adicionais de financiamento relativamente à segunda avaliação de 3,8 mil milhões de dólares este ano e de 29 mil milhõesde dólares em 2021", diz o FMI.

De acordo com os dados apresentados na avaliação detalhada da terceira revisão, Angola precisa de 12 mil milhões de dólares este ano e 9 mil milhões em 2021 para equilibrar o orçamento, um valor que desce para cerca de 7 mil milhões de dólares entre 2022 e 2024, aumentando para quase 9 mil milhões em 2025.

Estas elevadas necessidades de financiamento levaram Angola a pedir um aumento do montante do programa de assistência financeira e uma reprogramação dos pagamentos destes ano, que o FMI aceitou.

"Depois de considerar o ajustamento de políticas no orçamento suplementar, o aumento daria parte do financiamento adicional necessário, com o restante a ser garantido através da DSSI e da reestruturação da dívida", diz o FMI.

Para além disso, concluem, "com a previsível expansão da pandemia em Angola, as autoridades gostavam de terespaço para avançar com a importação de medicamentos e material de testes e pediram por isso uma reescalonamento dos pagamentos ao FMI para o resto deste ano"

O conselho de administração do FMI aprovou na Quarta-feira o pedido de Angola para o aumento da assistência financeira, desembolsando de imediato mil milhões de dólares e elevando o total do programa para quase 4,5 mil milhões de dólares.

 

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