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Etona cria núcleo de filósofos para questionar e solucionar problemas da realidade nacional

O artista plástico Etona decidiu criar um núcleo de filósofos para discutir e “expandir a visão filosófica sobre a realidade nacional”. Criado há menos de um mês, o ‘Núcleo dos Filósofos do Etonismo’ é composto por filósofos, arquitectos e juristas.

: Angop
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Entre os membros integrantes do núcleo estão o jurista Teka Manuel Pedro, os filósofos Valentim Mucanzo e José da Silva Alfredo e o engenheiro Epalanga Azevedo.

Em comunicado remetido ao VerAngola, o atelier Etona explica que o núcleo, criado há cerca de 20 dias no atelier Etona, situado na Chicala II, "é uma organização social de jovens angolanos, liderada pelo mestre das artes e filosofia Etona que surge para expandir a visão filosófica sobre a realidade nacional".

O núcleo tem "encontros marcados quinzenalmente no Atelier Etona" para questionar "as causas mais profundas dos problemas" da vida de todos os angolanos e assim tentar contribuir para todas "as esferas vivas da sociedade para que se possa ajudar os angolanos a viverem num país que eles querem ter, em vez do que lhes é imposto".

"O núcleo dos filósofos do Etonismo tem no seu prospecto filosófico voltado ao conceito da filosofia da razão tolerante, que assenta na necessidade de analisar os argumentos contraditórios a fim de se chegar a uma solução que seja justa para todos", explica o atelier Etona.

Os debates filosóficos têm como objectivo tentar "apresentar soluções que em vez de remediar, estanquem certos males que há muito a sociedade e os seus órgãos de soberania, se debatem e não têm conseguido erradicar. Somos a última aposta para o combate do problema nacional angolano: a dependência da ciência estrangeira", completa a nota.