Angola e Qatar assinam acordos para reforço da cooperação em vários domínios

Os Governos de Angola e do Qatar assinaram seis acordos de cooperação bilateral em vários domínios, para o reforço da cooperação bilateral entre os dois países, ambos produtores e exportadores de petróleo e gás.
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Os acordos foram assinados pelo Presidente João Lourenço, durante a visita de dois dias que efectuou àquele país e que terminou esta Segunda-feira. 

Os dois países assinaram os acordos de "Promoção e Proteção Recíproca de Investimentos", o "Protocolo para o Estabelecimento de Mecanismos de Consultas Políticas", um "Acordo de Supressão de Vistos em Passaportes Diplomáticos e Especial", "Marinha Mercante", "Cooperação Económica, Comercial e Técnica" e um "Memorando de Entendimento entre a Empresa de Gestão de Portos do Qatar (Mwani) e o Instituto Marítimo Portuário de Angola (IMPA). 

João Lourenço convidou os empresários do Qatar a investirem em Angola, garantindo protecção aos seus investimentos, tendo apontado como áreas de aposta o turismo, a indústria e infra-estruturas.

"O investimento qatari é bem-vindo em Angola, ele terá toda a protecção necessária para que vocês possam ter o retorno do investimento que fizerem e, com certeza, o meu país, nos bens, nos serviços que produzirem, nos postos de trabalho que criarem, nos impostos que vierem a pagar ao Estado, portanto, todos ganharemos, ganharão os investidores e ganhará o meu país", referiu o chefe de Estado, citado pela imprensa. 

Por sua vez, o chefe da diplomacia angolana sublinhou que os dois países têm similaridades, sendo a mais visível o facto de serem ambos produtores e exportadores de petróleo e gás.

"Mas há também diferenças muito grandes entre os dois, tendo em conta que o resultado da utilização das receitas do petróleo são completamente diferentes", frisou Manuel Augusto.

O ministro das Relações Exteriores de Angola realçou que o Qatar "soube e continua a saber usar as receitas petrolíferas para gerar desenvolvimento, para gerar prosperidade”.

"Coisa que nós queremos fazer. Não nos interessará muito agora escalpelizar as razões pelas quais não fizemos, mas queremos alinhar com as melhores práticas internacionais, para podermos também usar os nossos recursos petrolíferos como fonte de desenvolvimento e, sobretudo, como motor para a diversificação da nossa economia", indicou.

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