FocusEconomics situa recessão nos 0,4 por cento este ano

A consultora FocusEconomics antevê uma nova recessão este ano em Angola, de 0,4 por cento do PIB, arrastada pelo petróleo, projectando depois um crescimento económico de 1,3 por cento devido ao apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI).
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"Este ano, a economia deverá contrair-se pelo quarto ano consecutivo; a produção petrolífera deverá continuar a cair e um contexto externo adverso vai pesar nos preços globais do crude, ambos prejudicando esta indústria fundamental para Angola", escrevem os analistas no relatório deste mês sobre as economias da África subsaariana.

A economia angolana "parece cada vez mais incapaz de recuperar este ano de uma prolongada recessão, apesar das reformas estruturais em curso e do apoio financeiro do FMI, que aparenta estar já a dar frutos".

No entanto, acrescentam, "a crónica dependência do petróleo significa que a queda da produção interna e a incerteza nos preços mundiais têm um impacto adverso nas contas externas e no orçamento interno".

"A contínua guerra comercial entre os Estados Unidos e a China e o abrandamento da economia mundial continuam a ser grandes obstáculos, enquanto que os preços podem receber apoio das tensões geopolíticas no Médio Oriente, sustentando os cortes na produção da OPEP e um crescimento abaixo do esperado no mercado de xisto norte-americano", concluem os analistas.

A produção de petróleo prevista em Angola é de 1,48 milhões de barris por dia este ano e no próximo, segundo os analistas da FocusEconomics.

Nas previsões para a evolução da dívida pública, os analistas estimam que o rácio face ao PIB aumente de 83,9 por cento em 2018 para 86,9 por cento este ano, descendo depois para 84,6 por cento em 2020 e mantendo a trajetória de descida até 2023, ano em que a dívida valerá 82 por cento do PIB.

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