Angola entre os maiores fornecedores de petróleo a Portugal em 2018

Angola terá sido o segundo maior fornecedor de petróleo bruto a Portugal em 2018, atrás da Rússia. Seguem-se o Azerbaijão e a Arábia Saudita, de acordo com dados da Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) e cálculos da Lusa.
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De acordo com a Factura Energética Portuguesa de 2018, divulgada pela DGEG, Portugal importou 12,6 milhões de toneladas de petróleo (12.606.221, exatamente), com a Rússia a ter uma quota de mercado de 19,6 por cento, o que, de acordo com cálculos da agência Lusa, corresponde a 2.470.819,3 toneladas.

Nos dados disponibilizados pela DGEG, na tabela discriminada por país, a Rússia não aparece, mas aparecem Angola (2.015.112 toneladas), Azerbaijão (1.668.641 toneladas), seguindo-se a Arábia Saudita, com 1.230.135 toneladas.

Depois da Arábia Saudita, os maiores fornecedores de petróleo bruto a Portugal foram o Cazaquistão (1.121.409 toneladas) e a Guiné Equatorial (1.093.957).

Abaixo do milhão de toneladas ficaram, em 2018, o Brasil (694.817), a Argélia (655.537) e abaixo das 200 mil toneladas fornecedores como o Canadá, os Estados Unidos, o Gana, o Kuwait, o México ou o Gabão, de acordo com os dados da DGEG.

No Sábado, aparelhos não-tripulados (‘drones’) atingiram instalações da petrolífera Aramco no leste da Arábia Saudita. O ataque, que foi reivindicado pelos rebeldes Huthis do Iémen, atingiu a maior instalação de processamento de petróleo do mundo e um grande campo de petróleo, provocando grandes incêndios numa zona vital para o fornecimento global de energia.

O fornecimento de petróleo da Arábia Saudita, maior exportador mundial, sofreu temporariamente um corte para metade (cerca de 5,7 milhões de barris diários).

O preço do barril de petróleo chegou cotar-se em alta de 19 por cento na sessão de Segunda-feira do mercado de futuros, o que não se via desde 1988 numa sessão.

O ministro da Economia português disse que o corte de fornecimento de petróleo da Arábia Saudita, que representa 5 por cento da oferta mundial, deve ser um tema de “muito curto prazo”, garantindo que “não há razões para preocupação”.

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