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Accionistas do BAI aprovam alteração dos estatutos para entrar em bolsa em 2022

O Banco Angolano de Investimentos (BAI), participado pela petrolífera estatal Sonangol, viu unanimemente aprovada pelos accionistas a alteração dos estatutos que lhe irá permitir a entrada em bolsa em 2022, anunciou esta Terça-feira a instituição.

: Wikimedia/ Dário.Castro20
Wikimedia/ Dário.Castro20  

"O BAI – Banco Angolano de Investimentos S.A. informa que, em assembleia-geral extraordinária, os accionistas aprovaram unanimemente a alteração dos estatutos da sociedade, para efeitos da preparação da sua qualificação como sociedade aberta", pode ler-se num comunicado divulgado esta Terça-feira pelo banco.

De acordo com a instituição, trata-se de um "momento histórico na vida do banco", que lhe permitirá "abrir o seu capital em bolsa, num futuro próximo".

Citado no comunicado, o presidente executivo Luís Lélis aponta a que a entrada em bolsa seja "um processo longo, mas sustentado e transparente, prevendo-se que a efectivação da Oferta Pública de Venda se verifique em meados de 2022".

Já o vice-presidente do Conselho de Administração Mário Barber referiu que a aprovação espelha "o caminho expectável para uma instituição em franco crescimento".

"Com esta importante alteração, o BAI assumirá o estatuto de sociedade aberta e passará a ter de cumprir determinados requisitos, nomeadamente uma adaptação dos sistemas e processos, uma maior exigência na divulgação de informação financeira, atempada e transparente", destaca o banco no comunicado.

O banco tinha convocado a assembleia-geral para dia 9 de Agosto (Segunda-feira).

A estrutura do BAI é composta por 54 accionistas, dos quais nenhum detém participações qualificadas, destacando-se a Sonangol como principal accionista com 8,50 por cento do capital.

Integram ainda o grupo de accionistas a Oberman Finance Corp (5,00 por cento), Dabas Management Limeted (5,00 por cento), Mário Palhares (5,00 por cento), Theodore Giletti (5,00 por cento), Lobina Anstalt (5,00 por cento), Coromasi Participações Lda. (4,75 por cento), Mário Barber (3,87 por cento), Luís Lélis (3,00 por cento) e "Outros' não identificados, que repartem os restantes 54,88 por cento do capital.

O Programa de Privatizações do executivo prevê a alienação das participações da Sonangol em sectores como os seguros e a banca e a saída do BAI chegou a estar prevista para 2020, mas o concurso público não chegou a avançar.

O BAI, maior banco angolano em termos de activos, tem reconhecidas, desde 2017, acções próprias no valor nominal correspondentes a 5 por cento do capital social.

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