Recepção de propostas para compra de diamantes encerra com elevada procura

A empresa estatal de venda de diamantes encerrou a recepção de propostas para a compra de diamantes brutos do país, indicando que a procura foi muito superior à disponibilidade existente.
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Um comunicado de imprensa da Empresa Nacional de Diamantes de Angola (SODIAM), a que agência Lusa teve acesso, refere que deram entrada nos seus escritórios "inúmeras manifestações de interesse" por parte de empresas nacionais e estrangeiras para a compra de diamantes brutos numa base contratual.

Face à elevada procura, a empresa deu por encerrada a recepção de manifestações de interesse, uma vez que já celebrou contratos de compra e venda para os próximos dois anos.

Contudo, a partir de Setembro próximo, a SODIAM pretende dar início ao cadastramento de empresas via online, no sentido de se habilitarem como potenciais clientes para a compra de diamantes brutos, na modalidade de leilões.

“A SODIAM agradece pelo interesse que a qualidade dos diamantes de Angola tem suscitado às diferentes empresas a nível nacional e internacional, e espera poder continuar a atender um número cada vez maior de clientes, garantindo assim competitividade e transparência no negócio”, lê-se no comunicado.

A nota realça ainda que a implementação de boas práticas a nível da comercialização de diamantes, a atracção de novos ‘players’ internacionais e a melhoria da contribuição fiscal do sector para o Estado são algumas das prioridades da empresa.

Em declarações à agência Lusa, o director de planeamento e investimento da SODIAM, Kevela Domingos, disse que começaram a receber as manifestações de interesse em 2018, no âmbito da Política de Comercialização de Diamantes e do respectivo Regulamento Técnico, aprovados pelos decretos presidenciais números 175/18 e 35/19.

Segundo Kevela Domingos, foram maioritariamente empresas estrangeiras que manifestaram interesse pela compra de diamantes brutos angolanos, enquanto as empresas nacionais estiveram viradas para as fabricas de lapidação instaladas no país.

Relativamente às empresas que fecharam contratos, o responsável da SODIAM avançou que são as que vão comprar o volume de produção de determinado período, ou anual, com quotas definidas por lei.

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