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Líder da UNITA “estranha” declarações de Samakuva sobre eventual candidatura à liderança do partido

O presidente da UNITA disse, esta Quinta-feira, que o partido “não está em campanha interna”, estranhando as declarações do ex-líder Isaías Samakuva, que não descartou uma recandidatura à presidência do partido fundado por Jonas Savimbi.

: Facebook Adalberto Costa Júnior
Facebook Adalberto Costa Júnior  

Questionado pela Lusa sobre estas declarações, Adalberto Costa Júnior afirmou que a UNITA não está em campanha interna, considerando que "isto é incomum".

"Nós não estamos em período de campanha eleitoral, é estranho este tipo de pronunciamentos nessa altura", disse o dirigente da UNITA, durante uma acção política da Frente Patriótica Unida (FPU), plataforma em que o partido está integrado.

"Nós abraçamos a pluralidade democrática", acrescentou, sublinhando que, em altura de congresso, e quando for aberto o período da campanha eleitoral, "todos os que estão dentro dos estatutos, em condições, podem concorrer".

Para Adalberto Costa Júnior, fica "cada dia mais claro, com cada entrevista", que se está "a gerir" 2027, o ano marcado para as próximas eleições gerais no país, adiantando que ainda não falou com Samakuva desde a entrevista.

O presidente da UNITA voltou também a abordar a apresentação da Fundação Savimbi, na semana passada, em conferência de imprensa (onde não esteve presente ninguém da direcção da UNITA), mostrando-se surpreendido com "tanto aparato".

"É normal que a Fundação seja solicitada pelos seus familiares, o que não me parece normal, e ao cidadão parece que também não, é este aparato todo", realçou, questionando a cobertura dada pelas televisões públicas nacionais a este acto, em contraste com a conferência de imprensa da FPU na Quarta-feira.

O dirigente político defendeu que a "cobertura excessiva deste tipo de intervenções" do ex-presidente do partido visa "desviar as atenções" da crise profunda do MPLA.

Em entrevista na Quarta-feira à Radio Ecclesia, o ex-presidente da UNITA e actual coordenador da recém-constituída Fundação Savimbi não deixou de lado a possibilidade de se recandidatar à liderança do partido do "Galo Negro", que deixou em 2019, sendo substituído por Adalberto Costa Júnior.

Respondendo a perguntas sobre o seu futuro político, Samakuva citou o ditado "desta água nunca diga que não beberei", sem descartar a hipótese de voltar a concorrer à presidência da UNITA.

Esta Quinta-feira, em entrevista à rádio MFM, Samakuva disse que foi contra a criação da Frente Patriótica Unida porque não foram respeitados "alguns princípios" e salientou que não tem a intenção de se candidatar num próximo congresso, mas acrescentou que pode haver circunstâncias que o levem a tomar essa decisão.

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