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Homem morre em fogo posto por caçadores furtivos no Cuanza Sul

Um homem morreu queimado, na sequência de um incêndio provocado por supostos caçadores furtivos, na comuna da Muenga, município de Libolo, província do Cuanza Sul, o segundo caso registado em três dias.

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Testemunhas citadas esta Quinta-feira pela Angop, contaram que o incidente ocorreu quando o homem, de 39 anos, tentou socorrer a mãe, que se encontrava num ponto do terreno agrícola, para onde as chamas se dirigiam, tendo ficado perdido no meio do fumo.

Segundo a testemunha, a vítima morreu no local e a mãe saiu ilesa do incêndio.

No Domingo, um outro fogo causado por caçadores furtivos, na comuna de Cabuta, município de Libolo, deixou desalojadas várias famílias, estando já detidos os autores do crime, que vão a julgamento sumário.

A realização de queimadas é uma prática que se verifica com maior intensidade nesta altura até Setembro, quer para a caça quer para agricultura.

De recordar que no ano passado, uma acção do género causou incêndio a fazendas do município da Quibala, que resultou também na morte de três pessoas.

Os incêndios florestais em Angola ocorrem para a prática da caça, da produção do carvão vegetal e para o cultivo, tendo o país em 2018 sido listado pela NASA com o maior número de queimadas, inclusive à frente da floresta brasileira na Amazónia.

Em resposta, naquela altura, o Ministério do Ambiente informou que a realização de queimadas é natural nesse período do ano, em várias regiões do país, devido ao aproximar da época agrícola, uma prática secular, que está "longe de assumir proporções incontroláveis".

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