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ANPG e parceiros avançam: campo Nsinga entra em produção no Bloco 0

A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíves (ANPG), a Cabinda Gulf Oil Company, a Sonangol, a Total e a Eni anunciaram esta Terça-feira o início de produção do campo petrolífero Nsinga, localizado na área A da concessão do Bloco 0, ao largo da costa de Malongo, na província de Cabinda.

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Em comunicado remetido ao VerAnogla, a concessionária refere que o Nsinga é o primeiro campo petrolífero da concessão do Bloco 0 a iniciar a produção depois da aprovação do Decreto Legislativo Presidencial n.º 6/18, de 18 de Maio, que rege os incentivos para o desenvolvimento de campos marginais.

O campo petrolífero Nsinga está a ser desenvolvido através de uma intervenção faseada, na qual os primeiros poços são perfurados a partir de uma plataforma já existente. A Fase 1, cujo início da produção arranca esta Terça-feira, é composta por quatro poços produtores, perfurados direccionalmente, os quais providenciarão informação adicional para a concepção de alternativas de desenvolvimento específicas na Fase 2.

Os poços do campo Nsinga foram desenvolvidos com base numa nova tecnologia de completação, que permite a produção dos fluídos do reservatório e potencia a redução da produção de areias.

Para o presidente do Conselho de Administração da ANPG, Paulino Jerónimo, "o arranque da produção deste campo representa a materialização dos esforços desenvolvidos nos últimos dois anos pelo Executivo angolano, com a contribuição activa da concessionária nacional".

Para o responsável, esta passo representa também "o resultado do empenho do Executivo na criação de soluções para o equilíbrio e dinamização do sector", designadamente ao nível da criação de incentivos para o desenvolvimento de campos marginais e a exploração em áreas de desenvolvimento, assim como para tornar possível a exploração de gás em Angola, criando a legislação necessária para o efeito.

Paulo Jerónimo refere ainda que com estas e outras decisões, o Governo conseguiu ir ao encontro das necessidades dos investidores internacionais e atenuar o declínio da produção petrolífera, que se vem acentuando desde 2015.

Segundo o director-geral da Chevron em Angola, Derek Magness, "apesar do Bloco 0 ter mais de 60 anos, ainda existe uma quantidade substancial de recursos a serem explorados". Desta forma, com campo Nsinga os produtores procuram demonstrar uma "capacidade contínua em implementar soluções inovadoras, com vista a optimizar a produção do respectivo Bloco".

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