Presidente da CCIPA: Angola tem de convencer empresários portugueses a investir

O presidente da Câmara de Comércio e Indústria Angola-Portugal considerou à Lusa que a melhoria da economia em Portugal representa uma oportunidade para os empresários e que Angola tem de os convencer a apostar no país.
Mário Lopes Pereira/Público:
    Mário Lopes Pereira/Público

"O crescimento económico português, que os empresários portugueses consideram ser um bom ritmo, representa uma oportunidade e muitos, entre irem investir num país à distância e que não dominam e fazer um investimento no mercado português, onde estão mais próximo, muitos fazem a opção por Portugal", disse João Traça em entrevista à Lusa.

Para o presidente da CCIPA, "o grande desafio de Angola nas relações empresariais, é convencer os empresários portugueses que é melhor investir em Angola do que em Portugal, neste momento esta é a batalha".

O nosso país "vai entrar num contexto de crescimento, ao qual o recente aumento do preço do petróleo é significativo e é muito importante para a economia angolana", considerou João Traça.

Angola, considerou, "está claramente num novo ciclo", não só pela subida dos preços do petróleo, que trouxe uma melhoria significativa nas contas públicas angolanas, mas também pela nova liderança de João Lourenço, que trouxe um novo ímpeto.

"A alteração do Executivo trouxe um novo élan, não corresponde a uma alteração completa e a uma verdadeira revolução do que é Angola, mas sim diferentes pessoas, o que é igual a diferentes estilos e opções", disse João Traça, vincando que as alterações são mais fáceis de fazer com um novo líder.

"Quando se chega ao poder é mais fácil introduzir as reformas do que quando se está há muito tempo, porque quem vem de novo tem oportunidade de fazer o que teve oportunidade de ver e não realizar", acrescentou.

Questionado sobre se as empresas portuguesas já interiorizaram esse "novo ciclo" e estão dispostos a voltar a apostar em Angola, João Traça respondeu: "Os empresários portugueses não começaram a investir há seis anos, sim há dezenas de anos e não foi de um dia para o outro, o processo é lento, mas há a sensação de que há uma melhoria do contexto da economia angolana e muitos já começam a olhar para Angola de outra maneira".

O futuro de Angola, concluiu, "não pode ser visto só no contexto local, até porque no contexto internacional os astros estão todos a alinhar para garantir um enorme futuro à economia angolana nos próximos anos".

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