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Saúde

Deputados da Assembleia visitam único hospital de queimados do país e registam falhas

O único hospital especializado no tratamento de queimados é obsoleto e não tem capacidade para atender à procura, com uma média diária de 20 casos, disse esta terça-feira a responsável daquela unidade.

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A directora-geral do Hospital Neves Bendinha, Lídia Dembi, falava à imprensa no final de uma visita realizada por deputados da Assembleia Nacional, que se deslocaram àquela unidade sanitária para análise do seu funcionamento.

Segundo a responsável, dão entrada no hospital doentes de todo o país, maioritariamente crianças, num número diário que varia entre os 18 e 20 casos.

Lídia Dembi sublinhou a necessidade de uma intervenção estrutural do hospital, tendo em conta as suas "características muito obsoletas". "É um hospital que foi adaptado para tratar doentes queimados. Na verdade era um centro de recolhimento que passou para um centro médico e actualmente é um hospital", afirmou.

“Para além de atender doentes queimados atende também os doentes aqui da periferia, pois neste bairro existem poucas instituições sanitárias na proximidade e a população ao redor recorre a este hospital", indicou.

Em termos de assistência, Lídia Dembi disse que foram registadas melhorias com a contratação de médicos intensivistas, em falta anteriormente nos cuidados intensivos.

"Conseguimos ter três a quatro médicos intensivistas, sabemos que a maior parte dos doentes queimados são muito graves e requerem cuidados muito especializados", acrescentou.

Por sua vez, o vice-presidente da comissão dos Direitos Humanos, Petições e Sugestões dos Cidadãos, Marque Correia, disse que será feito um relatório com as principais preocupações apresentadas com vista à sua melhoria.

O deputado da bancada parlamentar da UNITA referiu ainda que a construção imediata de um novo hospital poderá ser uma das soluções face ao nível de procura registado.