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Economia

Executivo prevê recuperação das Reservas Internacionais Líquidas

Os saldos positivos da balança de pagamentos vão retomar este ano e permitir a recuperação das Reservas Internacionais Líquidas, actualmente situadas em 8,4 mil milhões dólares, valor que representa cerca de 10 meses de importações.

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A garantia foi dada pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, Manuel Nunes Júnior, na conferência de imprensa sobre a quinta avaliação do Programa de Financiamento Ampliado (EFF), realizada no Centro de Imprensa da Presidência da República (CIPRA), em Luanda.

Manuel Nunes Júnior disse que as projecções fiscais mais recentes apontam para um saldo orçamental positivo de 2.6 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), apesar de estar previsto no Orçamento Geral do Estado (OGE) deste ano um défice de 2.3 por cento do PIB.

Em 2020, o país teve um saldo orçamental negativo de 1,5 por cento, abaixo da previsão do OGE, que era de quatro por cento, devido aos efeitos da pandemia da covid-19.

A taxa de câmbio, segundo Manuel Nunes Júnior, tem-se mantido estável nos últimos meses.
"A diferença entre a taxa de câmbio oficial do dólar americano e a prevalecente no mercado paralelo, que em 2017 era de 150 por cento, está hoje em quatro por cento. Em relação ao Euro, a diferença é apenas de 0.5 por cento", assinalou, em comunicado a que o VerAngola teve acesso.

O ministro de Estado afirmou ainda que o Executivo está cada vez mais confiante no equilíbrio a médio prazo das contas públicas, com o apoio técnico e financeiro do Programa de Financiamento Ampliado do Fundo Monetário Internacional (FMI) que começou desde Dezembro de 2018 e vai até Dezembro deste ano.

Manuel Nunes Júnior disse que o FMI reconhece que o Programa de Financiamento Ampliado tem sido conduzido de modo satisfatório.
"A quinta avaliação do FMI ao Programa de Financiamento Ampliado (EFF), destinada aos projectos económicos do país é um sinal claro da confiança da comunidade financeira internacional no Programa de Reformas que está a ser conduzido pelo Executivo", reforçou.