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Sociedade

Governo preocupado com casos de violência contra crianças

O ministro do Interior, Eugénio César Laborinho, mostrou-se preocupado com o nível de crimes cometidos contra crianças no país, tendo sido registados este ano 1427 casos, destacando-se a fuga à paternidade, trabalho infantil e disputa pela guarda.

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O ministro discursava na cerimónia de assinatura do memorando de entendimento entre o Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) e o Instituto Nacional da Criança (INAC) onde participou também a ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, Faustina de Alves.

"É com alguma preocupação que os órgãos de polícia criminal, ainda registam muitos crimes de violência contra a criança praticado no seio familiar, com realce para agressão, assédio sexual, violação, exploração infantil, entre outros”, afirmou Eugénio Laborinho, citado numa nota do Ministério do Interior.

O acordo assinado esta Segunda-feira pelos responsáveis do CISP e do INAC, que representam os dois ministérios, teve como objectivo “estreitar os mecanismos conjuntos”, tendentes a diminuir as estatísticas criminais.

“Pensamos ser urgente a adopção de políticas criminais mais duras, a fim de oferecer uma protecção mais efectiva às vítimas e desencorajar os infractores” referiu o ministro.

Também o Presidente João Lourenço assinalou o Dia Internacional da Criança, apelando a uma maior atenção por parte de pais, encarregados de educação, professores e outros agentes formadores.

“Apelamos aos pais e encarregados de educação, aos professores e outros agentes formadores que se dediquem à árdua mas gratificante tarefa de defender as nossas crianças, pois são elas a maior garantia da continuidade da defesa dos nobres valores do patriotismo, do amor ao próximo e da solidariedade na construção de um país melhor para todos”, salientou o chefe do executivo.

Numa mensagem divulgada pelo seu secretariado de imprensa, João Lourenço destacou que o dia se celebra “num ano marcado por uma pandemia global” que tem privado as crianças de assistir às aulas, brincar com os amigos, conviver com os seus familiares e levar uma vida normal.

“Elas veem-se, assim, afectadas desde muito novas por uma situação potencialmente traumatizante, que possivelmente as marcará para o resto da vida, se não tomarmos as medidas adequadas para o evitar”, frisou o chefe de Estado.

O Presidente salientou que o Governo tem tomado medidas para minorar a crise provocada pela covid-19, nomeadamente criando condições para um regresso seguro à escola e salvaguardar aquelas que são mais vulneráveis.