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Produção arranca e 'saem' da ZEE três mil tractores por ano. EAU investiram 100 milhões na fábrica

Uma fábrica de tractores instalada na Zona Económica Especial (ZEE), em Luanda, já avançou com a produção de três mil tractores. A criação desta unidade fabril é resultado de um acordo feito entre Angola e os Emirados Árabes Unidos, que investiram cerca de 100 milhões de dólares neste projecto.

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Estima-se que por ano aquela fábrica produza cerca de três mil tractores – que estão equipados com alfaias agrícolas adequadas para o mercado nacional. De acordo com o Jornal de Angola, a fábrica já começou a produzir os seus primeiros tractores, mesmo sem ter sido inaugurada oficialmente. A inauguração teve de ser adiada por causa da covid-19, mas vai ser feita.

O mesmo jornal revela ainda que 80 por cento da mão-de-obra usada para produzir estes tractores é nacional.

O projecto contou com o financiamento dos Emirados Árabes Unidos. Os dois países assinaram um memorando - que previa o investimento de cerca de 100 milhões de dólares naquela unidade fabril - em Dezembro de 2019, quando o xeque Ahmed Dalmook Al Maktoum, membro da família real dos Emirados Árabes Unidos, visitou Angola.

O objectivo deste acordo é ajudar a economia do nosso país a crescer, através da aposta no sector industrial e agrícola e através da criação de emprego.

Além da produção de tractores agrícolas, os Emirados Árabes Unidos também têm os olhos postos na produção de fertilizantes e pesticidas angolanos.

A implementação desta fábrica contou com a ajuda da Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX) e dos ministérios da Indústria e da Economia e com a colaboração da multinacional italiana Massey Ferguson.

Além da linha de montagem de tractores, a fábrica tem também um espaço dedicado à formação de técnicos e agricultores.

Esta unidade possibilita ainda aos seus clientes fazer a manutenção do seu tractor, dando a possibilidade de comprar e substituir peças que já se encontrem gastas.

Para arranjar as peças, a fábrica irá entrar em contacto com fornecedores locais, para potenciar o emprego nacional e assim diminuir o número de importações.

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