Deutsche Bank: crédito de mil milhões “tem de ter impacto positivo”

Os projectos que serão financiados pela linha de crédito de mil milhões de euros do Deutsche Bank a Angola terão de aumentar a oferta de emprego, melhorar a balança de pagamentos e ter um impacto positivo na população.
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De acordo com a informação disponibilizada pelo banco alemão, que divulgou as condições da disponibilização de uma linha de crédito de mil milhões de euros ao sector privado angolano, os projectos têm de "garantir um aumento na oferta de bens, serviços e emprego para a população", por um lado, e têm também de "melhorar a balança de pagamentos, ao apoiar projectos que ajudem a reduzir as importações ou promover as iniciativas relacionadas com as exportações". 

Por último, diz o Deutsche Bank, os projectos que beneficiem desta linha de crédito, que será gerida por cinco bancos angolanos, mas cuja decisão final de investimento será tomada pela sucursal espanhola do banco alemão, terão de "ter um impacto positivo nas vidas dos angolanos".

O director do departamento de Financiamento Estruturado às Exportações e Comércio do Deutsche Bank Espanha apontou que "esta operação visa apoiar o sector privado como motor de um impacto positivo na sociedade angolana".

Para Inácio Ramiro, "agora é a altura de continuar a relação que já disponibilizou 3 mil milhões de euros para projectos no sector público, já que a rápida transformação do país esta a criar novas e excitantes oportunidades para as empresas globais à procura de parcerias e de investimentos em Angola".

Estes novos financiamentos "vão focar-se na agricultura, agroindústria, pescas e indústrias" para fomentar a diversificação da economia angolana, ainda muito dependente do petróleo.

A especificação dos sectores e das condições para a disponibilização desta linha de crédito acontece mais de um mês depois da assinatura, em Luanda, do acordo-quadro tripartido, que tem o Governo como garante financeiro da linha de crédito.

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