Soba: roupa com identidade própria e responsabilidade social no ADN

São oito jovens estudantes e empreendedores. Partilham a paixão pela moda e a vontade de singrar na vida. Carla Santos, Cláudio Kiala, Djanira Barbosa, Flora Sitoe, Genilson Feliciano, Marcia Bravo da Rosa, MM e Vaumara Rebelo, são os nomes que fazem da recém-lançada Soba muito mais que uma marca de roupa.
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Não fosse a vontade e persistência destes jovens angolanos e a Soba não passaria de uma ideia. Todos estudantes, cada um dá o que pode ao projecto. Ainda assim, a mensagem é clara: a Soba é um trabalho levado muito a sério. “Somos todos estudantes, e vamo-nos substituindo uns aos outros devido a possíveis conflitos com as agendas escolares”, contam os empreendedores em entrevista ao VerAngola.

A ideia de criar uma marca de roupa autêntica, que passasse uma mensagem positiva partiu de Cláudio Kiala. Foi ele quem viu a oportunidade e criou a ideia base. Ainda assim, o projecto só começou a ganhar forma com o contributo dos restantes membros. “A marca em si, só ganhou sustento e identidade quando a equipa se começou a formar”.

O projecto nasceu no início de 2014 mas só em Agosto chegou até ao público. “Enquanto ideia, a Soba nasceu oficialmente em Fevereiro de 2014, altura em que foi criado o primeiro Plano de Negócios, que foi futuramente ajustado com a formação da equipa. Como marca, foi a público pela primeira vez em Agosto”, explicam os criadores.

Ainda que a dar os primeiros passos, a Soba quer crescer. Por enquanto o trabalho desenvolve-se à volta de uma linha de t-shirts e túnicas, mas em Julho os jovens criadores vão apresentar a última aposta da marca a pensar no público feminino: uma linha de acessórios.

Com uma imagem bem definida, marcada pela autenticidade dos seus produtos os jovens querem transportar um pouco das suas raízes na roupa que criam. Por essa razão privilegiam o tecido africano em todas as peças com selo Soba. “Certificamo-nos de que nunca falte tecido com padrões de identidade africana. É a nossa identidade e é isso uma das coisas que identifica a Soba como marca”, garantem.

Mas mais que vestir pessoas, os mentores da Soba sabem que o sucesso não se constrói apenas com base nos números. Conscientes da responsabilidade social que cada um deve assumir perante a sociedade, os jovens lançaram uma campanha que pretende dar às pessoas “a oportunidade de contribuírem para uma Angola melhor”. O objectivo é levar água potável a comunidades carentes do país.

A ideia, contam, surgiu durante uma reunião da equipa e desde então que os estudantes se comprometeram a levar a tarefa até ao fim. Desta forma, por cada 10 peças vendidas, a Soba adquire um filtro de água Solvatten, uma tecnologia criada na Suécia que funciona com energia solar e permite filtrar água não aconselhável para consumo. “Consideramos a nossa parceria com a Embaixada Sueca o ponto mais alto da nossa existência. Desde o princípio o nosso objectivo foi mudar a vida de pessoas com o nosso trabalho”, frisam.

Quanto ao futuro da Soba, as metas são definidas a curto prazo: a linha de acessórios chega em Julho, mas a promessa é de mais dois lançamentos em breve que irão permitir aumentar a variedade de produtos e atrair mais público. 

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