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Companhia Siderúrgica do Cuchi começa a funcionar em dois meses

Prevê-se que a Companhia Siderúrgica do Cuchi inicie a produção de ferro gusa dentro de dois meses. Wilton Reis, director-geral da companhia, explicou que as obras do projecto encontram-se 95 por cento executadas, estimando-se que em dois meses sejam dadas como terminadas.

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Falta apenas terminar a instalação das esteiras de linha-férrea para transportar o minério e o carvão, instalar o sistema de electrificação e de refrigeração do ferro gusa, para que a siderúrgica, situada na província do Cuando Cubango, comece a funcionar, indicou o responsável.

Citado pelo Jornal de Angola, Wilton Reis explicou que os equipamentos necessários para a realização dos trabalhos já estão no município do Cuchi. Contudo, a empresa ainda está à espera que, em breve, cheguem ao país técnicos brasileiros para operarem as máquinas.

"Neste momento, a pandemia de covid-19, que está a afectar severamente o Brasil, é que está a impedir a vinda a Angola dos técnicos brasileiros que vão assegurar o funcionamento da Companhia Siderúrgica do Cuchi", informou.

O responsável também afirmou que iam ser enviados para o Brasil 25 angolanos para terem formação. A medida visava reduzir o número de expatriados em Angola, contudo, por causa da pandemia não foi possível concretizar esse objectivo.

As obras do projecto iniciaram-se em 2015 e desde então já foi erguido o primeiro alto-forno (estão previstos três), infra-estruturas electromecânicas, silos de armazenamento, reservatório de água, sala de máquinas e 25 das 50 suítes estimadas para hospedar os técnicos.

Dos 300 milhões de dólares previstos para a construção da fábrica e aquisição de equipamentos, já foram aplicados mais de 60 milhões, adiantou o responsável.

O director-geral do projecto revelou que com a entrada da siderúrgica em funcionamento, deverão ser gerados 3500 empregos directos. Estima-se que o projecto produza diariamente 250 toneladas de ferro gusa e 7500 toneladas de ferro por mês.

Fez ainda saber que esta é a primeira fundição no país a funcionar com uma fonte de energia renovável, neste caso carvão vegetal.