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Ligação aérea Lisboa-Luanda em causa. Governo português e TAP em conflito

A TAP apresentou um plano de voos semanal que prevê a retoma gradual das operações. Desta forma, estaria marcado o regresso da realização dos voos entre Luanda e Lisboa a partir de 15 de Junho. Contudo, o governo português avisou que esse plano “não tem credibilidade”.

: Patrícia de Melo Moreira/AFP
Patrícia de Melo Moreira/AFP  

As palavras são de António Costa, primeiro-ministro português que, depois de ter sido noticiado o regresso faseado das operações da companhia aérea portuguesa, veio alertar que o regresso dos voos pode não estar para breve.

"Não tem credibilidade qualquer plano de rotas definido pela TAP, sem a prévia informação sobre a estratégia de reabertura de fronteiras definida pela República Portuguesa", afirmou o governante português, numa publicação no Twitter.

António Costa frisou ainda que a Comissão Executiva da TAP deve ter em consideração os "deveres legais de gestão prudente e responsável, que não são compatíveis com a definição, divulgação e promoção de planos de rotas cuja viabilidade depende da vontade soberana da República na gestão das suas fronteiras".

O plano de rotas da TAP previa o regresso da rota aérea entre a capital portuguesa e Luanda a 15 de Junho. No entanto, esse regresso poderá ficar adiado por mais uns tempos.

Além do governo português ter contestado este plano, também Angola vive com algumas restrições nas suas fronteiras: Angola só está a deixar entrar voos humanitários com uma autorização prévia. Algo que iria dificultar a entrada da TAP em Luanda de forma normal e regular.

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