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UNITA diz que médicos cubanos “vão custar mais de 17 milhões por ano” aos cofres do Estado

A crítica chega do principal partido da oposição, que pede justificações ao Governo por um gasto que, afirma o partido, ascenderá aos 17,5 milhões de dólares anuais. Será este o preço dos 244 médicos cubanos recém chegados ao país para ajudar no combate à pandemia de covid-19.

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“Diz-se que cada médico cubano estará a ganhar entre seis a oito mil dólares por mês. Onde está a valorização do angolano, quando o médico cubano vem receber estes salários que não ganha em Cuba nem no melhor dos seus sonhos?”, questionou o líder parlamentar da UNITA, citado pelo Novo Jornal.

Raúl Danda lamentou ainda a situação dos médicos nacionais, referindo que um médico-chefe de serviço - categoria máxima na carreira no sistema nacional de saúde - ganha apenas cerca de 400 mil kwanzas.

No que diz respeito à pandemia de covid-19, a oposição reforça a necessidade da construção de hospitais de campanha e da criação de alas específicas para doentes com a infecção nos hospitais.

Outra das críticas da UNITA vai de encontro ao descurar de outras doenças, como a malária, afirmando que ficam em terceiro planos porque “apenas atingem e matam os pobres”.

Por fim, a oposição criticou a aquisição por parte do Governo do Condomínio Ngombe, uma área infra-estruturada no Calumbo que será destinada ao tratamento especializado de epidemias e pandemias. Os custos com a aquisição do edifício, com 200 residências, ascendem aos 25 milhões de dólares, o que significa um valor de 125 mil dólares por residência.

“O que é que motivou a aquisição dessas casas? Onde estão as grandes casas recentemente confiscadas dos que o Executivo do Presidente João Lourenço chama ‘marimbondos’? (…) Em momento de contenção de gastos, haverá alguma coisa que possa justificar tamanha falta de senso?”, inquiriu Raul Danda, citado pela mesma publicação.

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