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Economia

Covid-19: mais de 3700 pessoas com postos de trabalho extintos e suspensos

Pelo menos 3728 pessoas viram extintos os seus postos de trabalho e suspensos contratos laborais, nos últimos dois meses, pelo facto das empresas apresentarem "graves problemas de tesouraria", agravados pela covid-19, disse esta Sexta-feira fonte oficial.

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Os sectores da construção, petróleos, indústria e serviços são os mais afectados.

A situação "preocupante" foi apresentada pela ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Teresa Rodrigues Dias, na abertura de um encontro de auscultação com os empregadores que decorreu em Luanda.

Aludindo aos dados estatísticos da Inspecção-Geral do Trabalho dos últimos dois meses, período em que o país se encontra em estado de emergência para conter a propagação da pandemia provocada pelo novo coronavírus, a governante considerou que o número de pessoas afectadas "é considerável".

Os "reais motivos" sobre as medidas ou decisões dos empregadores constituiu o fundamento básico do encontro, que visou também procurar soluções para travar os despedimentos nesta fase de emergência.

Segundo a governante, a pandemia "lamentavelmente tem reflectido negativamente na vitalidade das empresas, na execução de determinadas políticas, como o fomento de emprego".

"Esta situação motivou o executivo angolano a aprovar, por via do decreto presidencial n.º 98/20, de 9 de Abril, as medidas imediatas de alívio dos efeitos económicos e financeiros provocados pela covid-19", disse.

Num portal do Ministério da Economia e Planeamento (www.alivioeconomico.org) estão determinadas as "medidas de carácter imediato" adoptadas pelo Governo em resposta aos efeitos da pandemia nas empresas e famílias.

Para "assegurar o apoio financeiro para a manutenção mínima" dos níveis de actividade das micro, pequenas e médias empresas do sector produtivo, o Governo disponibiliza cerca de 488 mil milhões de kwanzas.

Esta Sexta-feira, Teresa Rodrigues Dias sublinhou que as medidas descritas no decreto presidencial "demonstram, de forma inequívoca, a grande preocupação do titular do poder executivo, para com as empresas que operam no território angolano".

"Para a garantia da estabilidade económico-financeira, bem como a salvaguarda das relações jurídico-laborais dos nossos concidadãos que, no seu labor, garantem a sustentabilidade das suas famílias", adiantou.

O encontro de auscultação dirigido pelo Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social em parceria com outros departamentos ministeriais foi uma orientação do ministro de Estado para a Coordenação Económica.