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Privados vão procurar metais raros e preciosos no Huambo e Bié

O Governo angolano aprovou um investimento privado para a prospecção de metais raros e preciosos nas províncias do Huambo e do Bié, no centro do país, que se poderá prolongar por sete anos.

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A informação consta de um despacho assinado pelo ministro das Geologia e Minas de Angola, Francisco Queiroz, ao qual a Lusa teve hoje acesso. Documento esse que autoriza o contrato de investimento celebrado pela concessionária nacional para o sector mineiro – Ferrangol - e os investidores privados da Ozango Minerais.

A actividade de prospecção será desenvolvida numa superfície aproximada de 3670 quilómetros quadrados, entre os municípios da Caála, Longonjo, Katabola e Ukama, nas províncias do Huambo e do Bié. Uma vez concluída a fase de prospecção e avaliação, que decorrerá num período de entre cinco a sete anos, seguir-se-á, caso haja interesse do grupo privado e autorização do Estado, a fase de exploração, cujos direitos mineiros poderão permitir a actividade até 35 anos, estabelece o mesmo despacho.

A implementação do Programa de Diversificação da Indústria Mineira, recorda o documento, insere-se nas prioridades de governação em Angola até 2017, numa altura em que as receitas angolanas continuam centradas no sector do petróleo.

Em Setembro último, numa entrevista à Lusa, em Luanda, o ministro da Geologia e Minas afirmou que a produção industrial de ouro e outros metais preciosos no país, actualmente com projectos em fase de prospecção, deverá arrancar depois de 2017. De acordo com Francisco Queiroz, o levantamento geológico-mineiro que está em curso em todo o país vai também permitir obter "muita informação" sobre localização potencial de ouro em Angola. "O ouro será seguramente um dos minerais que vai surgir no mapa geológico de Angola, entre outros", apontou, admitindo que o país tem o objectivo de se tornar “num dos principais” produtores no continente africano.