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Angola prepara conferência internacional com segurança petrolífera na agenda

Mais de uma dezena de ministérios angolanos estão envolvidos na organização da conferência internacional sobre segurança marítima e energética, a realizar em Luanda ainda este ano, com o Governo preocupado com a exploração petrolífera.

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A informação consta de um despacho presidencial a que a Lusa teve hoje acesso, o qual cria uma comissão nacional para organizar e realizar esta conferência internacional, que vai debater a segurança e pirataria no Golfo da Guiné, envolvendo directamente doze ministérios, sendo liderada pelo ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti.

A região do Golfo da Guiné é afectada por fenómenos de pirataria e de tráfico de droga, de armas e de seres humanos, e é utilizada por grupos terroristas subsaarianos, que se misturam com imigrantes ilegais para alcançar a Europa, nomeadamente através do corredor da Líbia.

O despacho em causa, de 11 de Maio, assinado pelo Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, defende que para o país "é fundamental a definição e aplicação de uma visão e estratégia marítima que responda efectivamente às ameaças e oportunidades contemporâneas", nomeadamente pela economia "continuar a dependente em grande parte da exploração petrolífera ‘offshore'".

José Eduardo dos Santos anunciou a 21 de Julho de 2014 o interesse de Angola em acolher a conferência sobre vigilância e segurança no Golfo da Guiné, região afectada por actos de pirataria e tráfico de droga, associando-se à iniciativa dos Estados Unidos da América, que previa a realização deste encontro no início deste ano.

Com a comissão agora criada, a organização da conferência, que visa "contribuir para um reforço das iniciativas nacionais e regionais em reposta às ameaças na costa atlântica, em especial no Golfo da Guiné", envolverá os ministérios com a tutela de área como a Defesa, Interior, Finanças, Justiça, Administração do Território, Pescas, Petróleos, Transportes e Ambiente, entre outros organismos públicos.

O ministro das Relações Exteriores de Angola, Georges Chikoti, disse, a 1 de Abril deste ano, que a conferência vai ter lugar "durante o segundo semestre de 2015" e que contará com a participação de vários parceiros internacionais, nomeadamente países com interesses no Atlântico sul, como o Brasil, e que visa definir as bases da cooperação regional em termos de segurança.