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Defesa

Portugal pretende formar 60 militares angolanos no ramo naval ainda este ano

O embaixador de Portugal em Angola, Pedro Pessoa e Costa, anunciou esta Terça-feira que o país europeu prevê formar em este ano 60 efectivos angolanos na área naval, no âmbito da "cooperação militar em renovação" com Angola.

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Segundo o diplomata português, Portugal e Angola têm assessorias militares em várias áreas da Defesa, que se baseiam num quadro de relação entre ambos os países, garantindo que as relações nesse domínio "estão bem" e que está "na altura de renovar este quadro".

"E, seguramente, esta renovação da cooperação é sempre feita de acordo com as prioridades e as necessidades de cada um dos Estados, por isso mesmo estamos agora neste processo", afirmou Pedro Pessoa e Costa.

O diplomata, que falava no final da visita ao Navio da República Portuguesa (NRP) "Setúbal", desde Segunda-feira atracado no porto de Luanda, assegurou que os militares portugueses que se encontram em Angola "estão satisfeitos" pelo trabalho que desenvolvem.

"Posso lhe dizer que os militares que aqui temos em Angola a prestar assessoria, formação e capacitação estão contentes, como também acho que estão contentes as autoridades angolanas por tê-los aqui", frisou.

Pedro Pessoa e Costa deu conta também que Portugal "aumenta anualmente" o número de formandos angolanos no ramo militar, lamentando, no entanto, a queda nesse domínio registada em 2020 devido à pandemia de covid-19.

"Este ano que passou com a pandemia tivemos uma redução, mas também devemos utilizar todo o tipo de novas oportunidades de formação, seja 'online' também, para que tudo volte à normalidade", explicou.

"Os angolanos são sempre muito bem-vindos a Portugal para fazerem a sua formação e por isso estamos sempre dispostos a ouvir aquilo que as autoridades angolanas têm em termos de prioridades para que se possa fazer essa formação em Portugal", rematou Pessoa e Costa.

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