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Economia

Linha de crédito para empresas portuguesas em Angola já está operacional

A linha de crédito de 500 milhões de euros para reforçar a tesouraria das empresas portuguesas que exportam para Angola já está operacional e disponível aos balcões dos bancos, disse hoje à Lusa o Ministério da Economia português.

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"A linha já está operacional", disse uma fonte oficial do ministério liderado por António Pires de Lima, acrescentando que os empresários que se desloquem aos bancos que assinaram o protocolo com o Governo português já vão poder beneficiar da ajuda para garantir a liquidez das suas operações.

Na semana passada, o ministro da Economia tinha dito que considerava que a adesão das empresas portuguesas iria ser considerada, acrescentando até que "se o Governo considerar que é necessário algum tipo de extensão (da linha) isso será avaliado".

No início de Abril, o Governo tomou a decisão de operacionalizar uma linha de crédito de apoio à tesouraria e fundo de maneio das empresas portuguesas com prazo máximo de dois anos e carência de um ano.

A linha terá uma taxa Euribor a seis meses acrescida de um ‘spread' entre 2,25 por cento e 3,75 por cento, dependente do risco da empresa.

De acordo com o presidente executivo da Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD), José Fernando Figueiredo, as PME (Pequenas e Médias Empresas) Líder terão uma utilização máxima de 1,5 milhões de euros e as restantes PME poderão ir até um milhão de euros.

A crise da cotação do petróleo no mercado internacional obrigou o Governo angolano a rever, em Março, o Orçamento Geral do Estado para 2015, estimando agora um défice nas contas públicas de sete por cento e um crescimento do Produto Interno Bruto de 6,6 por cento, mas as dificuldades não se ficaram pelos cofres públicos e alastraram para a economia real, nomeadamente pela falta de divisas estrangeiras.

Várias empresas estrangeiras queixaram-se da dificuldade em obter dólares para conseguir não só pagar aos fornecedores, mas também aos próprios funcionários, que geralmente recebem uma parte do salário na moeda de origem e outra parte na moeda local.