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“Sangue Vida”: a aplicação ‘made in Angola’ que permite encontrar dadores de sangue

Com o objectivo de ajudar a localizar dadores de sangue no país, José João, professor universitário, decidiu criar a aplicação “Sangue Vida”. A plataforma permite colocar em contacto os dadores com quem precisa de receber sangue.

: Angop
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A plataforma, que já tem cerca de 200 dadores voluntários inscritos, começou a ser pensada em 2017. Foi com a ajuda do gabinete da vice-governadora da Huíla, Maria João Chipalavela, que José João conseguiu tirar o projecto do papel e colocá-lo em prática.

Em declarações à Angop, o criador explicou que esta aplicação vai ser disponibilizada tanto para o sistema android como para o iOS. Para já, a ferramenta está apta a funcionar nos telemóveis android, disse, acrescentando que estão a ser feitos os retoques finais para que a aplicação fique disponível para o sistema iOS.

Mas como funciona a "Sangue Vida"? Segundo o professor universitário, é simples. Depois de feita a instalação da plataforma, os utilizadores têm acesso às áreas dos serviços públicos que existem no país, que têm bancos de sangue, e aos seus contactos. A aplicação também permite aos utilizadores pesquisar pela localização de dadores disponíveis, tendo por base a província em que estão.

Quem se quiser inscrever como dador voluntário só tem de aceder a "um ícone que os habilita a registarem-se e tornarem-se dadores, com a disponibilização de um formulário", avançou o responsável.

Sublinhou ainda que os dadores que estão registados na aplicação são voluntários, ou seja, não recebem nenhum tipo de pagamento por isso.

José João tem 31 anos e é professor nos institutos superiores politécnicos da Huíla e Independentes. Licenciou-se em informação educativa pelo ISCED-Huíla e, mais tarde, tirou uma pós-graduação em engenharia de software, na Universidade de Kroton, no Brasil.

Segundo a Angop, a par da "Sangue Vida", o professor universitário também foi o responsável pela criação da plataforma "Com Vida 20". Criada com o propósito de ajudar a Comissão Multissectorial de Combate à Covid-19 na Huíla, esta plataforma permite supervisionar as pessoas que devem estar a cumprir quarentena domiciliar depois de chegaram à província.