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Banca e Seguros

Bancos em Angola são os mais expostos às alterações climatéricas, diz agência Moody's

A agência de rating Moody's disse esta Segunda-feira que os bancos em Angola são os mais susceptíveis de serem afectados pela alta concentração de clientes cujos negócios são sensíveis às alterações climatéricas.

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"Os bancos em África enfrentam um risco ambiental através dos seus empréstimos aos sectores sensíveis ao ambiente, mas também devido às vulnerabilidades que surgem devido à grande concentração de títulos do Governo", lê-se num relatório divulgado na noite de Segunda-feira.

A exposição a factores ambientais é um dos pontos analisados pelas agências de rating quando decidem a opinião sobre a qualidade do crédito soberano de um país, o que faz com que a Moody's anteveja que "os factores ambientais levem a uma deterioração da qualidade de crédito e rentabilidade dos bancos a longo prazo se não tomarem medidas para gerir os riscos ambientais e relacionados com o ambiente".

As principais indústrias africanas, como o petróleo e gás, minérios e transporte, "enfrentam riscos ambientais elevados, dado a sua exposição inerente à transição energética e riscos sobre o clima", aponta-se no relatório.

"Os riscos são exacerbados pela enorme exposição a títulos de dívida soberana, particularmente para os bancos angolanos e nigerianos", aponta-se no documento, que diz que a exposição média dos 49 bancos angolanos analisados é de 15 a 35 por cento dos activos totais, enquanto nas economias avançadas este valor não chega aos 10 por cento.