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Depósitos sob reserva descem mas mantêm-se em máximos de meses

O volume de depósitos em moeda nacional e estrangeira dos bancos comerciais angolanos sob reserva do Banco Nacional de Angola (BNA) desceu ligeiramente em Janeiro, cerca de 1 por cento face a Dezembro, mas mantém-se em máximos de vários meses.

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Segundo dados preliminares do BNA sobre o panorama monetário nacional, compilados pela agência Lusa, estas reservas obrigatórias feitas desceram em Janeiro para 1,081 biliões de kwanzas, o segundo mês de aplicação das novas regras.

Em Dezembro de 2017, o volume de depósitos em moeda nacional e estrangeira cifrava-se em 1090 biliões de kwanzas.

Os bancos comerciais que operam em Angola são obrigados a informar regularmente o banco central sobre estas reservas, que envolvem depósitos e operações com títulos.

Em causa nestes dados estava a obrigatoriedade de os mais de 20 bancos comerciais que operam no país de constituírem reservas sobre os depósitos à ordem do BNA, que fixou taxas de 15 por cento do total em moeda estrangeira e 30 por cento em moeda nacional.

Já em Dezembro de 2017, o banco central reduziu para 21 por cento o coeficiente de reservas obrigatórias aplicadas a depósitos dos clientes dos bancos comerciais, em moeda nacional, uma das medidas com que pretendia travar a subida da inflação, que a um ano ronda os 25 por cento.

Na denominada "reserva bancária" contavam-se no final de Janeiro de 2018 depósitos obrigatórios em moeda estrangeira que subiram para 151.507 milhões de kwanzas e em moeda nacional, que neste caso caíram, face a Dezembro, para 746.332 milhões de kwanzas, estando os restantes em regime de reserva livre.

Nos últimos cinco anos – período disponibilizado na análise do BNA – o valor total mais baixo destas reservas bancárias registou-se em 2012, com 671.325 milhões de kwanzas.

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