Estudo sobre ligação ferroviária entre Angola e Zâmbia vai custar quase cinco milhões

O Fundo Africano de Desenvolvimento (FAD) vai financiar em 4,9 milhões de dólares o estudo para a actualização do plano de transportes de Angola, nomeadamente a ligação da rede ferroviária nacional com a da Zâmbia. A informação consta de um despacho presidencial que aprova o acordo de financiamento do projecto de estudo para a Actualização do Plano Diretor para o Sector dos Transportes, celebrado entre a República de Angola e o FAD.
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O projecto visa a "inclusão de plano de estudos existentes com o objectivo de formular uma estratégia e política para a rede nacional de transportes". Ainda a elaboração do estudo preliminar de viabilidade da ligação ferroviária entre o Caminhos de Ferro de Benguela (CFB) e da Zâmbia. O financiamento é de 4,9 milhões dólares, mas o despacho assinado pelo Presidente José Eduardo dos Santos não refere as condições acordadas com o fundo, instituição do Banco Africano de Desenvolvimento.

A reabilitação da rede ferroviária angolana, destruída pela guerra civil, custou, entre 2005 e 2015, cerca de 3,5 mil milhões de dólares, conforme anunciou a 14 de Fevereiro o ministro dos Transportes de Angola, Augusto da Silva Tomás. Além da ligação à fronteira, entre o Luau e a República Democrática do Congo, a linha do CFB ficará interligada com a Zâmbia, outro dos países vizinhos de Angola no interior, precisamente pela possibilidade de exportação de minérios do centro do continente africano por via marítima, através do porto angolano do Lobito.

A reabilitação das três linhas nacionais edificadas durante o período colonial - além do CFB também o Caminho de Ferro de Luanda e o Caminho de Ferro de Moçâmedes -, envolveu 2612 quilómetros de rede e a construção de raiz de 151 estações ferroviárias. Durante estes dez anos, a reabilitação da rede, sobretudo por empresas chinesas, foi utilizada para a passagem de uma linha própria de fibra óptica, tendo sido ainda adquiridas 42 locomotivas, 248 carruagens de várias tipologias e 263 vagões, acrescentou o ministro Augusto Tomás.

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