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Economia

Agricultura, energia e economia em destaque na cooperação luso-angolana até 2018

Angola e Portugal estão a preparar um Programa Estratégico de Cooperação (PEC) 2015/2018, que vai dar maior ênfase às áreas da agricultura, energia e economia, sem descurar os tradicionais sectores da saúde e educação.

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A análise do documento começou esta quarta-feira a ser feita em Luanda numa reunião de trabalho entre o Secretário de Estado para a Cooperação do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Luís Campos Ferreira, e a sua homóloga angolana, Ângela Bragança. Em declarações à imprensa no final do encontro, Luís Campos Ferreira, que chegou terça-feira a Luanda para uma visita de trabalho de dois dias, considerou a reunião "bastante produtiva".

Segundo o governante português, o PEC é um programa mais funcional e prático do que o Programa Indicativo de Cooperação, na medida em que pretende acompanhar a realidade e necessidades de Angola. "Nós com este programa pretendemos acompanhar, apoiar e adequá-lo ao Plano Nacional de Desenvolvimento de Angola e ao Plano Nacional de Formação de Quadros, que Angola está a levar a cabo", sublinhou o Secretário de Estado português.

Luís Ferreira Campos destacou ainda que Portugal não vai descurar as áreas tradicionais de cooperação, nomeadamente saúde e educação, pelo contrário, será introduzida a formação profissional no programa "Saber Mais", do sector da educação. "A cooperação portuguesa pode ter aqui, em conjunto ou de forma partilhada com o Governo angolano, um papel muito interessante na capacitação, na transferência de conhecimentos", referiu.

Acrescentou que as relações ao nível político entre os dois países são "excelentes" e ao nível económico, Angola é hoje um tecido muito importante para a economia portuguesa. "Mas ao nível do conhecimento, como são as universidades, os institutos, este programa estratégico de cooperação 2015/2018 pretende reforçar os laços desses agentes, nomeadamente das universidades", frisou Luís Campos Ferreira. "O conhecimento é um activo que os Estados têm, é um património, que os mercados nunca conseguem cortar em baixa e é por aí que este programa de cooperação está a fazer o seu caminho", ajuntou.

De acordo como Secretário de Estado para a Cooperação português, brevemente o PEC poderá ser assinado em Lisboa. Por sua vez, a Secretária de Estado para a Cooperação do Ministério das Relações Exteriores de Angola, Ângela Bragança, disse que o PEC é programa que "carece de opinião dos vários sectores, é emergente e interministerial". "Pensamos que este encontro marca o início deste trabalho, mais objetivo, mais pragmático, sobretudo tendo em conta as realidades dos dois países", sublinhou Ângela Bragança.

Os Secretários de Estado da Cooperação dos dois países assinaram hoje uma adenda do Memorando de Entendimento sobre o Programa Indicativo de Cooperação de 2007, no âmbito da preparação do PEC 2015/2018. O Secretário de Estado para a Cooperação português vai ainda hoje ser recebido pelo ministro das Relações Exteriores angolano, Georges Chikoti.