Marcela Costa regressa dez anos depois com “Retalhos de Angola”

Continuando a sua missão de divulgação cultural, no próximo dia 10 de Março, pelas 18h30, o Centro Cultural Português em Luanda irá acolher a inauguração da exposição de tapeçaria “Retalhos de Angola”, da autoria da artista Marcela Costa. A mostra ficará patente até ao próximo dia 20 de Março. Durante a inauguração será lançada uma obra sobre a vida e obra da artista, intitulada “Marcela, filha de Angola”.
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“Retalhos de Angola” marca o regresso de Marcela Costa às exposições, após dez anos de ausência, devido às responsabilidade à frente da Celamar (promoção/divulgação de outros artistas e organização de exposições). A artista apresentará 22 obras de tapeçaria, das quais 13 inéditas. Com tecidos, esteiras, missangas e tintas, que dão corpo a figurações diversas, a autora revisita a cultura tradicional de Angola, desta vez, com uma incidência particular nos Povos do Sul.

Marcela Costa nasceu no Golungo Alto, Kwanza Norte. Fez a sua formação em Luanda no Instituto Industrial, onde tirou o Curso de Artes Visuais e posteriormente, o Curso de Instrutor de Artes Plásticas. Em 1984, partiu para a Suécia, onde tirou o Curso de Tecelagem Artística e suas Superações no Instituto Handarbetets Vanner em Estocolmo e Saterslanta Henslojdes Gard em Dolana.

A artista conta no seu percurso com mais de 20 exposições individuais e mais de 30 colectivas, em galerias nacionais e internacionais. A primeira exposição individual foi apresentada em Luanda, na União Nacional de Artistas Plásticos. Entre os países onde apresentou exposições citam-se: Bélgica, África do Sul, EUA, ex-Checoslováquia, Gabão, Itália, Japão, Zimbabwé, Botswana, Grã-Bretanha, Espanha, Rússia, Coreia do Sul, Suécia, China, Portugal e Estónia.

É fundadora e responsável da Galeria Celamar, na Ilha de Luanda, por onde, ao longo de mais de uma década, têm passado centenas exposições e milhares de artistas, angolanos e estrangeiros. O espaço tem três projectos permanentes: a “Amostra de Arte Mulher”, iniciada em 2004, em alusão ao Dia Internacional da Mulher, na qual participam várias dezenas de artistas; O “CoopeArte”, também criado em 2004, que, durante um mês, reúne no espaço da galeria, artistas locais e estrangeiros, para partilha de experiências, técnicas e materiais. Do trabalho realizado resulta uma exposição colectiva; O Grupo de Meninas Percussionistas Celamar, constituído por algumas dezenas de jovens desfavorecidas, que recebem apoio e formação musical na galeria.

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