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Ambiente

Angola e Congo vão produzir 36 mil barris de petróleo por dia ainda este ano

A produção conjunta de petróleo no bloco 14, em 'offshore', envolvendo Angola e a República do Congo, arranca ainda este ano e deverá atingir os 36 mil barris de crude por dia, foi hoje divulgado em Luanda.

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A informação foi transmitida pelo ministro dos Petróleos angolano, Botelho de Vasconcelos, no âmbito da visita do Presidente congolês, Denis Sassou Nguesso, a Angola, que se inicia esta segunda-feira, durante a qual será abordada a exploração conjunta de hidrocarbonetos, como é o caso do campo de Lianzi.

O bloco (14) em causa situa-se em águas profundas (até 1000 metros), em alto mar, e cobre uma área de 700 quilómetros quadrados, entre os dois países. A portuguesa Galp Energia, segundo informação disponibilizada pela própria empresa, é detentora de 4,5 por cento deste bloco, designado por 14K-A-IMI. "Há petróleo do lado angolano, como do lado do Congo, e achou-se por bem fazer uma exploração conjunta em que os recursos serão repartidos [50 por cento para cada país], explicou aos jornalistas Botelho de Vasconcelos, referindo-se a protocolo assinado entre os dois Estados, em 2011.

O projecto para este campo de produção está avaliado em dois mil milhões de dólares e as estimativas de 2012 apontavam para a existência de reservas de 70 milhões de barris de petróleo. Este consórcio é operado pela norte-americana Chevron (15,75 por cento) e integra também a TEPC (26,75 por cento), CABGOC (15,5 por cento), Sonangol (10,0 por cento), TFE (10,0 por cento), ENI (10,0 por cento) e a SNPC (7,5 por cento), além da Galp Energia.

A visita do chefe de Estado congolês a Angola visa consolidar os laços de solidariedade e de cooperação, afirmou hoje o ministro angolano das Relações Exteriores, Georges Chikoti, na abertura da VII Reunião da Comissão Bilateral Angola/Congo.

O programa oficial da visita de Denis Sassou Nguesso ainda não é conhecido, tendo sido divulgado apenas que o Presidente congolês deverá viajar, na terça-feira, até ao Lobito, na província de Benguela, para conhecer o renovado caminho-de-ferro que liga o litoral ao interior do continente africano.